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26/04/2007

26/04 - Quer saber o que tô ouvindo?
Nesta quinta-feira a trilha sonora aqui da redação é da banda inglesa The Clientele. Quem apresenta é o Tino:

The Clientele é uma banda inglesa com Alasdair MacLean nos vocais e guitarra, Mark Keen na bateria, James Hornsey no baixo e Mel Draisey no violino, teclado, backing vocals e percussão.
A banda fez sucesso nos EUA, onde assinou com a Merge Records. Sofrem influências de

The Byrds The West Coast Pop Art Experimental Band Galaxie 500 The La's Felt 

http://www.theclientele.co.uk/
http://www.myspace.com/theclienteleofficial

A música "Bookshop Casanova" é do próximo álbum deles, "God Save The Clientele" que sai mês que vem.

Ouça clicando no negrito. É super fofa:

:: Book Shop Casanova - The Clientele




Escrito por Marcelo Cia às 11h39 Comentários Envie

26/04 - Blog, blog, blog
Cansei de receber comentários neste blog que me criticam por manter um espaço para assuntos "pessoais". Sim, este é um blog pessoal. Poderia ser sobre política, noite, literatura, moda, qualquer coisa. Mas não é sobre nada disso. É sobre as músicas que ando ouvindo, os bares que tô bebendo, os clubes que tenho dançado e uma ou outra reflexão estúpida.

Ah, sim. Eu não considero futilidade um defeito. Ao contrário. Acho que momentos fúteis são cada vez mais necessários para não pirar neste mundo. Então, se é para me ofender, não usem esta qualidade (futilidade). Pode usar burro, desinformado, ignorante... Isso sim me ofende.


Escrito por Marcelo Cia às 11h30 Comentários Envie

25/04/2007

25/04 - Meu calçadão preferido
Está muito calor em São Paulo. Menino. Já estamos quase em maio e os dias e noites estão muito quentes por aqui.

A noite quente é uma boa desculpa para sair com os amigos - como se precisasse de desculpa. Então é uma boa desculpa para ir na Dida, meu bar/boteco preferido. 

A Dida é um bar de 8 metros quadrados instalado onde antes era a garagem de uma casa na rua Melo Alves, no canto final dos Jardins, pertinho da Rebouças. Pequeno, mas faz um sucesso de gente grande. Vive lotado, de terça a domingo, e nas quartas, quintas e sextas é bem difícil encontrar uma mesinha. Já perdi a conta das vezes que sentei na sarjeta.

O bar possui um vizinho muito fofo. É um salão de cabeleireiros e depilação, o Planet Hair. Eles tem um grande estacionamento em frente ao salão e ao lado da Dida, portanto. Quando o salão é fechado o Bar da Dida avança com suas mesas pelo local.

Só dá gente legal lá. Bem desencanados, claro. Porque é um bar despretensioso. Dá para ir de chinelo, camiseta e bermuda. Dá para ir mais montado também, se quiser, mas nem precisa. Ah, e é o melhor pré-clube da cidade.

Fui no último domingo com Serginho, Cesar e Lucas, e Bianca. Ontem, terça, passei por lá de novo. Desta vez com Serginho e Marcelona. Amo, Amo, Amo. Só acho a trilha local meio chata, muito bicho-grilo. Mas não compromete.


Escrito por Marcelo Cia às 11h29 Comentários Envie

24/04/2007

24/4 - A gente precisa
Comparar um line up de qualquer festival espanhol (Primavera, Sónar, Benicàssim, Gracia...), inglês (Creamfields) ou norte-americano (Coachella) com seus similares brasileiros me dá vontade de chorar. Não sei se é por falta de dinheiro; se é por falta de informação dos produtores ou se é por falta de vontade dos artistas. Mas algo acontece. No Brasil aparecem aqueles artistas que fizeram sucesso 10 anos atrás e que nenhum outro festival do mundo quer ter em seu line up (só para lembrar, festival que pretende ser respeitado precisa apostar no novo e não no que a rádio toca). Não entendo não vir Hot Chip; não entendo não vir Antony and the Jonhsons, não entendo não vir Peter Bjorn, não entendo não vir Klaxons... Não entendo Lindstrom. Não entendo tantos.

**

Portanto vejamos alguns artistas que estão em line ups de respeito: no próximo Coachella, que é neste fim de semana (27, 28 e 29 de abril), estão Björk, Arctic Monkeys, Jarvis Cocker, Rufus Wainwrigth, Digitalism, Of Montreal, Arcade Fire, The Good, the Bad and the Queen, Gotan Project, Regina Spektor, Hot Chip, Peter Bjorn and John, Fratellis, Steve Aoki, Air, Damien Rice, Lemonheads, Lily Allen, Klaxons e Mika, só para citar alguns. No Primavera Sound em junho tem Maxïmo Park, Modest Mouse, Hot Chip, Of Montreal, Wilco, Arcquiteture in Helsinki, Múm, Klaxons, Grizzli Bear... e tantos outros que tô com preguiça de escrever.

**
Sei que há muito mais dinheiro nestes países, mas também acho que há mais público, e talvez venha daí o problema dos festivais brasileiros. São só hipóteses, claro. Mas é mais seguro trazer Laurent Garnier que Hot Chip. Mais seguro trazer Miss Kittin que Regina Spektor. São nomes que já estão aí há tempos. Apostas certas.

Só sei que acabo tendo que me contentar com esse resto que vem para o Brasil. São os que toparam, afinal. E até agradeço a eles por isso.


Escrito por Marcelo Cia às 15h22 Comentários Envie

23/04/2007

23/4 -  A música de um fim de semana (bem) animado
Meu fim de semana foi mais que animado. E eu e meus amigos ouvíamos essa música que está logo abaixo minutos antes de entrar em cada clube que passamos. eve Vegas, Glória, Torre, Clash, Dida e afins... A música é do Moby, tem voz da Debbie Harry e remix do Tocadisco.

Veja se não é linda. Dá vontade de sair dançando (basta clicar no negrito para ouvir)

:: New York, New York
(Moby feat Debbie Harry - Tocadisco Mix)
New York, New York
Does it burn like
All the stars light
Do you love when I take you up there

New York, New York
Does it feel right
Does it taste like

New York, New York
Does it burn like
All the stars light
Do you know my name
Do you even care
Do you love when I take you up there

Baby won't you take me there
Make it like you really care
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks
Money, drugs in old New York

Baby make it really hurt
Like everything that ever burned
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks
Money, drugs in old New York

New York, New York
Does it feel right
Does it taste like

New York, New York
Does it burn like
[ these lyrics found on http://www.completealbumlyrics.com ]
Are the stars light
Do you know my name
Do you even care
Do you love when I take you up there

Baby won't you take me there
Make it like you really care
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks
Money, drugs in old New York

Baby make it really hurt
Like everything that ever burned
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks
Money, drugs in old New York

Baby won't you take me there
Make it like you really care
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks
Money, drugs in old New York

Baby make it really hurt
Like everything that ever burned
I am feeling good up there
Just keep the diamonds in my hair
Make me feel good right now
Like everything does in this town
Lines of snow and popping corks


Escrito por Marcelo Cia às 16h33 Comentários Envie

23/04 - Sem franja
Falei que tinha cortado o cabelo na máquina 3 (alguns posts abaixo), coloquei a foto de como era e não tinha a de como ficou. Agora tem, já que o Sé me mandou essa tirada no último sábado no Clash. Bom ou ruim?


Escrito por Marcelo Cia às 14h47 Comentários Envie

23/04 - Discursos que me cansam - Parte II
- A noite tá chata.
- A noite paulistana não é mais a mesma.
- Prefiro ficar vendo um DVD em casa a sair.

Essas frases e outros discursos similares me cansam muito. A noite paulistana não é chata. Longe, bem longe disso, aliás. Não é mais a mesma. Isso eu corcordo. Ela muda sempre, ainda bem. E ficar vendo DVD em casa é uma opção que eu respeito. Mas não culpe a "chatice" da noite por isso.

Estes dirscursos mais me irritam do que cansam. Me irritam porque demontram um certo envelhecimento do olhar de que os proferem. Uma cacurice. Vejamos: pergunte para um menino de 18, 19 anos, que começou a sair ontem sobre o que ele acha da noite paulistana. A resposta vai ser no mínimo empolgada. Uma conversa mais aprofundada vai mostar os bares, clubes e festas que o rapaz gosta. E a quantidade de opções que ele desfruta. Do bar na esquina até a festa pvt que você nunca ouviu falar. Gostar de sair e não enjoar da noite depende de tentar manter um olhar fresco para tudo. De tentar enxergar o que é novo, o que pode interessar.

É também tentar novos locais, novos clãs. Descobrir outros circuitos. Arriscar. Novas pessoas e possibilidades são bem vindas. Além de informação. Qualquer pessoa que tenha saido muito na vida - ou não - pode enjoar, dar um tempo, cansar e passar os fins de semana em casa. Mas não me venha com essa de que a noite tá chata. Chata é quem diz coisas do tipo.


Pista do clube Clash, na Barra Funda, no último sábado


Escrito por Marcelo Cia às 12h53 Comentários Envie

23/04 - Discursos que me Cansam - Parte I (texto de novembro/06)
Ouvi nesta semana mais uma vez um dos discursos que mais me irritam: "gays são consumidores vorazes, gastam mais que a média da população, são sofisticados, exigentes, amam moda, turismo, diversão..."

É uma frase feita, pobre até, repetida inúmeras vezes e com resultados práticos questionáveis. Esse tipo de discurso usa como base elementos de pesquisas realizadas em outros países, como EUA, Austrália e França. Não é preciso elencar as diferenças óbvias. Mas o discurso do gay-super-consumidor me incomoda também por outros motivos. Em especial porque coloca o gay em uma posição diferente da maioria da população e embute uma imagem de que consumimos qualquer coisa. Não é bem assim. Gay tem aversão a paraquedistas, aqueles empresários que resolvem de uma hora para outra investir no tão falado pink money. É preciso que qualquer iniciativa seja chancelada por alguma figura ressonante entre gays. Isso vale de clubes a cuecas.

Não sou teórico do mercado publicitário mas, na falta de um, tenho cá minhas teorias. Penso que o consumo gay pode ser dividido em três: o básico, o preferencial e o dirigido. No primeiro caso, o básico, consumimos tanto quanto o resto da sociedade brasileira. Vamos no supermercado da esquina e não no supermercado gay. Na farmácia mais próxima e não na do bairro gay. No cabeleireiro que melhor corta nossas jubas e não naquele que abriu o salão rosa... Simples assim. No segundo caso, o preferencial, consumimos produtos específicos, dirigidos ou não. Preferimos um show da Madonna a um de black metal (é só um exemplo). Também gostamos de certas marcas de roupa, perfumes e até carro. Gays possuem preferências como todo segmento (adolescente, emos...).

O terceiro, o dirigido, é a cereja do bolo. São os produtos específicos, pensados e dirigidos a gays: revistas, clubes e viagens são os que mais dão certo no mundo. Mas esse terceiro "setor" está sendo ainda gerado no Brasil, é embrionário. Estamos em um país pobre, desigual e ainda cheio de preconceitos. Esse cenário tem melhorado bem, mas ainda não permite usar experiências de países desenvolvidos (social e economicamente) e importar essas idéias achando que elas trarão os mesmos resultados que lá. É preciso achar um caminho brasileiro para o mercado gay, que respeite o nível de desenvolvimento humano e social deste país. E que também respeite as peculiaridades da comunidade gay brasileira. Sem deslumbre, sem pote de ouro no fim do arco-íris, sem discursos prontos.


Escrito por Marcelo Cia às 12h42 Comentários Envie

21/04/2007

21/04 - Qual é a música?
Eu amo música. Muito mesmo. Mas estou longe de entender do assunto tanto quanto meus amigos Serginho, Tino e Rian. Eles fuçam tudo, sabem de tudo e acabo aprendendo por tabela. Aí que eu fiquei pensando em quais seriam as 10 músicas que mais amo. Não sei se conseguiria fazer uma lista assim. Mas tenho certeza que "Man Is the Baby", do Antony; "There is a Light that never goes out"; do Smiths e 'What is Love", do Dee Lite estariam nela.


Escrito por Marcelo Cia às 17h44 Comentários Envie

21/04 - Máquina
Depois de anos com franjão jogado no olho passei máquina 3 neles. Foi ontem (sexta). As vezes olho no espelho e por milésimos de segundos não me reconheço. E também continuo com o costume de passar a mão no cabelo para arrumar. Daí percebo que ele não existe mais. Engraçado. Mas adorei. Tomar banho e estar pronto para a rua é incrível. Também é bom porque acho que fiquei com mais cara de homem (será que deveria ter dito isso?).


Essa franjinha já era e a barba cresceu


Escrito por Marcelo Cia às 17h35 Comentários Envie

21/04 - Super cheios
A noite paulistana voltou a se movimentar depois da queda de público pós-carnaval. Nesta sexta-feira eu passei na inauguração do Tirana, depois Vegas, depois Glória e quase fui para a Cantho, mas achei que seria exagero. O Vegas estava lotado e bem misturado. O Glória estava quente e com uma fila de chorar. Muita gente e muito, muito animado. Ah, pista super jovem, tipo pós-adolescente.

**
E neste sábado estou tomando chá verde para estar inteiro no Clash. É a tal noite da Lady Miss Kier.


Escrito por Marcelo Cia às 17h32 Comentários Envie

21/04 - Ritual
Não sei se é mania ou ritual. Quer dizer, não sei se é TOC, mania, ritual ou hábito. Mas tenho um hábito religioso. Todos os sábados, e eu disse TODOS, compro de 5 a 10 revistas. As quatro semanais (Veja, Época, Istó É e Carta Capital), uma ou outra de moda, a Super, e alguma gay gringa que a gente aqui no Mix não assina (assinamos a inglesa Attitude, a americana Out e a francesa Têtu). Aí passo o resto do dia lendo. Amo. Quando não consigo fazer isso no sábado fico numa ansiedade danada e acabo arrumando um jeito de matar o domingo para seguir o roteiro.

E neste sábado chuvoso então. Tô indo pra banca.

**

E por falar na Attitude, depois que a revista mudou de editor ela piorou muito. Credo.


Escrito por Marcelo Cia às 17h25 Comentários Envie

20/04/2007

20/04 - Volta fia
Estou bem animado nesta sexta-feira para ir na festa da Lady Miss Kieer em São Paulo (neste sábado, no Clash). Ela vai fazer DJ set. É super fofa e inteligente, além de ter feito muito pela cultura pop, mesmo sem saber. Assim é sempre melhor. Paulo Ciotti e Magal também tocam.

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Passei a gostar mais do filme Antônia na manhã desta sexta-feira. Hahaha.

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E depois de saber que o Air vem tocar no Tim e que tem uma passagem quase comprada Islândia-Rio, só resta ter a notícia de que o Antony ou o Rufus também vem. Aí meu ficarei super feliz.


Escrito por Marcelo Cia às 12h42 Comentários Envie

19/04/2007

19/04 - Dono de casa
Sai de casa para morar sozinho aos 17 anos. Faz 12, portanto. Agora acho que foi cedo. Mas na época me achava super maduro, um adulto feito. Sem volta, morei em república, depois com um namorado, depois com um amigo, depois sozinho, depois com uma amiga e há três anos resolvi morar sozinho mesmo. Sem ninguém. Nem cachorro, nem gato, nem nada. Tem suas vantagens. A que eu mais gosto é poder chegar em casa, deitar no sofá e dormir ali mesmo. Também gosto de ouvir uma música e dançar sozinho. E não consigo fazer isso com alguém olhando. Gosto de muitas coisas. Mas odeio tantas outras.

Odeio ter de arrumar tudo. Odeio tirar o tênis, jogar em um canto e saber que uma hora ele vai ter de sair dali. E quem vai tirar sou eu. Também detesto jantar sozinho. Acabo comendo qualquer coisa sentado no sofá e com a TV ligada. Não há nada mais deprê que sentar à mesa para jantar sozinho e sem a TV ligada. Na real acho que nem assito TV, mas a primeira coisa que faço ao chegar em casa é liga-la. Eu preciso do barulho. Também odeio esquecer de pagar as contas. E eu esqueço muito. Quantas vezes cheguei em casa e a luz estava cortada. E aí nem TV tinha para ouvir algum barulho.


Escrito por Marcelo Cia às 18h40 Comentários Envie

18/04/2007

17/04 - Cacurice braba
Há 7 anos, quando tinha 22, 23 anos, era comum sair na terça-feira, na quarta, na quinta. E no outro dia acordava bem, trabalhava direito e ainda tinha energia para repetir tudo novamente. Tinha. Tinha mesmo. Agora, aos 29-quase30, não está tão fácil. Ontem fui no aniversário do Walério, super festa, muito engraçada. Não deu para ficar só um pouquinho e acabei chegando em casa depois das 4h. E agora, nesta ensolarada quarta-feira, estou pagando o preço.

Não é alto, mas é chato. Ô se é. Cacurice, parafraseando Marcelona - que também estava na festa, claro.

Na foto Preta Gil e Walério Araújo dançando para o espelho.


Escrito por Marcelo Cia às 10h21 Comentários Envie

17/04/2007

17/04/2007 - Para ser feliz é preciso ter...
Não leve essa frase a sério. É só porque lembrei daquele música que abria o Domingo do seu Silvio na época que eu era um erêzinho. Bem, mas para esse não-erê loiro ser um pouco mais feliz queria ter essas três peças abaixo. O tênis de matelassê e o macação preto do Alexandre Herchcovitch e a calça azul metalizada da Sommer. Nem é muita coisa vai.


Escrito por Marcelo Cia às 12h10 Comentários Envie

16/04/2007

16/4 - Quem é Debbie Harry?
Um dia fiz uma pesquisinha com essa pergunta. Perguntei a oito meninos gays, todos com mais de 20 (anos). Sabe o que? Apenas 2 sabiam. Fiquei meio em choque. Pensei em fazer o mesmo sobre o Morrissey. Mas daí fiquei com medo de não dormir a noite.

A Debbie é a Debbie gente, diva proto-punk, vocalista do Blondie e que fez as músicas mais lindas do rock dos anos 70 (eu acho ao menos).

Aqui vai uma, a Atomic (é só clicar aí no negrito para ouvir - e a foto dela abaixo é uma das minhas preferidas. Sem calcinha, em um show)



Uh huh make me tonight
Tonight make it right
Uh huh make me tonight
Tonight
Tonight
Oh uh huh make it magnificent
Tonight
Right
Oh your hair is beautiful
Oh tonight
Atomic
Tonight make it magnificent
Tonight
Make me tonight
Your hair is beautiful
Oh tonight
Atomic
Atomic
Oh


Escrito por Marcelo Cia às 17h09 Comentários Envie

16/04 - Festa, música e chega de avião
Chega de textos quilométricos né. Nem eu agüento. Então no dia 19 de maio duas festas vão animar o mesmo sábado no estado de São Paulo. Tudo no dia 19 de maio. Vai ter que escolher Na The Week tem o animado Offer Nissin (leia entrevista com o fofo AQUI, quando ele veio pela primeira vez a Brasil). E no mesmo dia, só que no clube Sirena, em Maresias, tem a dupla Chus & Ceballos. O Ceballos já veio para SP e Rio no começo de 2005, veja AQUI. Na foto o Ceballos tocando no Ultralounge em 2005, em foto do Mix. Mas em dupla é outra coisa, né!?



Música do Dia - The Gossip - Jealous Girls. Tem o clipe da música AQUI.


Escrito por Marcelo Cia às 10h27 Comentários Envie

15/04/2007

15/04 - Senta que lá vem história
Estou saindo de Natal com destino a São Paulo. Confesso que estou feliz. Voltar para casa é um dos maiores prazeres que tenho em qualquer viagem. Mas se você lê este blog já deve saber: eu morro, morro, morro de medo de avião. É irracional, eu sei. Mas qualquer tremidinha me palpita o coração (minha avó falava assim). Descobri que escrever é uma boa forma de diminuir a tensão durante um voô. E este voô começou bastante tenso. Com mais de uma hora de atraso, estávamos todos na sala de embarque quando um dos passageiros, já na fila, caiu do nada e fez um barulho bastante aflitivo. Um grande número de pessoas ficou em volta dele (sempre é assim). Eu permaneci longe. O moço se recuperou, aparentemente. Sentou-se. Dois minutos depois ele caiu da cadeira novamente e desta vez foi mais sério. Chegou a fazer cocô no chão do aeroporto. Sim, isso mesmo. Só então o rapaz foi socorrido de verdade, saiu em uma cadeira de rodas. E o voô precisou ser mudado de portão, por motivos óbvios.

Neste momento o avião está já em altitude de cruezeiro. Tipo uns 12 quilômetros do chão. Previsto inicialmente para chegar a São Paulo às 7h15, agora devemos chegar às 8h30. São 5h19. E eu torço para que essas 3 horas e 10 minutos voem, com o perdão do trocadilho infame. Já deu para perceber que este texto vai ser longo, bem longo. Porque ao fazê-lo percebo o tempo andar mais rápido. Tempo não anda, eu sei, mas isso é só um blog.

Como não tenho assunto nenhum para tratar neste blog, vou falar sobre uma pesquisa da UCLA - a Universidade da Califórnia. Pesquisa da universidade publicada em 2004 afirma que apenas 4% (tem uma frações aí, mas eu não lembro), dos leitores de textos jornalísticos da internet passam da 19a. linha. A pesquisa era extensa, cheia de pormenores, mas este me chamou mais atenção. Aí comecei a reparar nos textos jornalísticos dos noticiários que leio na internet. Terra, Uol. Ultimo Segundo, New York Times e, mas recentemente, G1. Apenas um entre eles, um - e eu não digo qual, basta procurar - usa uma técnica ótima que consegue diminuir este impacto de leitura em textos que necessariamente precisam ser mais longos - aqueles que possuem muitos dados e apuração. Eles escrevem nas 5 primeiras linhas uma espécie de resumo com todas as informações da nota em toque taquigráfico. Todas essas informações são exploradas no texto a seguir. Entre esta primeira parte concisa e a segunda de explanação, links com assuntos relacionados aparecem. É uma fórmula simples e bastante eficaz de informação na internet.


Escrito por Marcelo Cia às 09h49 Comentários Envie

Quer saber mais?
Segundo a pesquisa da UCLA, dois fatores principais desistimulam a leitura de textos longos na internet: um é técnico, a tela do computador não tem contraste nem luminosidade suficientes. Isso cansa os olhos mais rápido que a leitura no papel. Neste aspecto, revistas são ainda as melhores plataformas para textos longos. O segundo motivo é de lingüagem: o jornalismo feito na internet é ainda muito jovem, possui pouco mais de 10 anos e nasceu como desdobramentos das redações de jornais tradicionais (no Brasil vale lembrar que o Uol é do grupo Folha); sendo assim, as notícias seriam as primeiras apurações de algo que vai ser melhor analisado nos jornais posteriormente e nas revistas semanais quando o assunto é realmente quente. É fato. Jornalismo na internet virou sinônimo de minuto-a-minuto; no jornal as notícias mais quentes que já apareceram na internet vêm melhor apuradas, com novas informações e possíveis análises. Nas revistas semanais o assunto é ainda mais trabalhado. Tudo isso significa que uma notícia que tem de ser apurada, redigida, editada e publicada a minuto, não tem tempo de análise e as chances de errar ou de apresentar imprecisões são enormes. O resultado disso é que o leitor de noticiários digitais está acostumado com notícias escritas em pílulas e rejeita análises.


Escrito por Marcelo Cia às 09h49 Comentários Envie

E eu com isso?
Dei uma entrevista para o informativo do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo há uns dois meses. Acho que já falei sobre o assunto aqui, mas cabe retomar. Declarei à repórter que um dos meus objetivos é criar uma espécie de escolinha de jornalistas focados em cobrir a "coisa" gay. É claro que não vai rolar escola, nem curso, nem livro, longe disso. Meu obejtivo é treinar meninos, meninas e trans em passagem pelo Mix. Muitos já passaram e estão por aí, trabalhando em novos veículos. Sei que tem meu dedo. Claro que é apenas um toque, mas ainda assim, um toque. São dois caminhos simples: é preciso conhecer o jornalismo teórico, os livros, as leis, as normas de publicação. Isso é imprescindível para fazer um veículo ser respeitado. A outra é entender os diversos braços do que conhecemos como cultura gay. E isso significa identificar o que da cultura geral é "mais" ou "menos" de interesse gay. Um exemplo simples: Madonna é tão "mais" gay quanto "Metalica" é menos. É claro que há gays fãs do Metalica, mas é preciso de um foco de carater mais abrangente para fazer jornalismo.


Escrito por Marcelo Cia às 09h48 Comentários Envie

E o Marcelo com isso?
Tenho outros sonhos profissionais e não tenho a menor dúvida de que vou realizá-los. Já realizei vários, faltam uns 5 e todos estão bem encaminhados. Depois quero virar professor. Sempre sonhei com isso. Em ser professor. Acho a profissão mais nobre que existe. E há ainda uma competição injusta na minha família. Tenho duas irmãs. Eu e elas estudamos em universidades públicas. A Patrícia, mais velha que eu, tem 31 anos agora. Ela terminou sua faculdade com 22, o mestrado com 24 e o doutorado com 27, quase 28. Agora está no primeiro PhD e trabalha como pesquisadora da Embrapa, entre outras funções ligadas ao governo. A Bia, mais nova que eu, tem 27. Terminou sua faculdade com 22, o mestrado com 25 e finaliza seu doutorado em novembro deste ano. E eu terminei a faculdade com 21 (tinha acabado de fazer) e me joguei no mercado de cabeça. Fui trabalhar e não parei ainda, quase 9 anos depois. Mas sempre quis ser professor, desde a época em que estava na Unesp.


Escrito por Marcelo Cia às 09h48 Comentários Envie

Sozinho
Olha gatos, ainda são 5h50. Mais 2 horas de texto. Bem mais de 19 linhas, bem mais mesmo. Continue se quiser por sua conta e risco. O dia já amanheceu e o avião nem está tremendo muito desta vez. Mas nem gosto de falar nisso para não rolar o efeito "foi só falar".

Vim a Natal sozinho. Sempre adorei viajar sozinho. Mas acho que desta vez não gostei não. Ou melhor, gostei, mas talvez um amigo animado faria meus dias mais divertidos. Por outro lado queria mesmo ter vindo com um namorado. Vi vários casais fofos andando na praia da Ponta Negra, um era gay. Um moço surfava enquanto seu namorado o fotografava. Depois caminharam juntinhos, sorrindo e se abraçando pelas areias. Achei lindo e, confesso, senti uma ponta de inveja. Não tenho problema nenhum em dizer que gosto de namorar. Gosto muito mais do que ficar avulso pegando um ou outro por aí. É claro que enquanto solteiro o jeito é pegar para ver qual é. Quero dizer, tem que fazer testes, pesquisa de mercado, até aparecer algum que me faça sonhar. Amo sonhar com o cara depois de ter conhecido/beijado. Para mim é sinal de que pode ser. Também amo a história da Sincronicidade de Jung. Conhece? Ela seria um substituto para a coincidência. Ou melhor, não sei explicar e morro de medo que algum leitor psi me esculhambe. De qualquer forma, um sonho pode ser um sinal, para Jung, claro. Por exemplo, se você sonha com um cara que está afim (ou ficando) e ele também sonha contigo, ou te manda um e-mail na mesma noite, mensagem, bip ou fala de você para um amigo, desde que os fatos ocorram em uma período de tempo aproximado, os fatos podem ser classificados como sincrônicos. Entendeu? Vou perguntar para a Bia e depois explico melhor.

Então, a viagem a Natal poderia ser melhor se eu estivesse com um cara fofo, feliz e, claro, quente. Praia, caminhadas, sorrisos e abraços. E ainda tendo como cenário Natal? Perfeito.


Escrito por Marcelo Cia às 09h48 Comentários Envie

6h02
Tô mega-verborrágico. Mas você pode ir lendo, se quiser, aos poucos. Vá, volte, depois comente. Ou não. Mas vou dar um intervalo para ler uma matéria da Nina Lemos (minha amiga querida) com a Dira Paes (a Edileusa do seriado A Diarista). Hihihi. Já volto. Beijos.

6h08
Voltei só para dizer que é Solineusa e não Edileusa o personagem de Dira Paes em A Diarista. Sorry. Vou de novo.

6h23
Li a matéria e depois fui jogar uma partidinha de Pinball. Fiz 4.860.000 pontos. Meu recorde. E estou ouvindo Mona Lisa's Child, a linda música do Keith. Ah, e o serviço de bordo que entrega uma barrinha e um sucozinho acabou de começar. Mais da metade do vou dorme, mas estou estou mais acordado que os meninos que devem estar saindo da Moo agora. Sim, lembrei de dois assuntos que quero comentar aqui - três, acabei de lembrar de outro.

O Noveleiro
Na quarta-feira última voltei da praia só para ver a cena do casamento de Hugo e Felipe em Paraíso Tropical. A Globo já tinha adiantado que o casamento não sairia porque o pai do noivo gay, o seu Lucena (Paulo Betti), iria descobrir a farsa. Dito e feito. Só não sabia que iria rolar um outro não-beijo. Para que não viu a cena vou tentar descrevê-la: Hugo (Marcelo Laham) vai chegando perto de Felipe (Miguel Kelner) já com a boca entreaberta e uma das mãos em direção à nuca do rapaz. A outra mão segura uma taça. Corta a cena para Lucena em estado de choque. Quando volta a cena com os dois moços, Felipe e Hugo estão se afastando de boca aberta, bem típica de quem acabou de dar um amasso.

A Globo, a direção da novela ou o noveleiro (de quem sou fã), ou todos, não tiveram coragem de colocar o beijo no ar. Porque este seria um beijo bastante apropriado, longe de ser gratuito. Homofobia? Não, longe disso. Parte da militância, ou melhor, alguns ativistas de e-mail, estão usando a palavra homofobia de forma equivocada. Homofobia é uma demonstração de ódio aos homossexuais. Seja por palavra, ato ou ação. O que a Globo e parte de seus profissionais pode ser classificada como "covardia". Medo de mostrar um beijo gay. Mais uma vez a cena pedia e não ficaria fora de tom. A mesma covardia que alguns parlamentares têm em aprovar leis pró-gays, a mesma covardia que artistas e celebridades em geral têm em assumir a homossexualidade; e a mesma que aquele seu amigo tem e que o faz dizer na segunda-feira que passou o fim de semana em um churras com umas minas e que foi deiz e que tá acabadão. E covardia todos nós temos, uns mais, outros menos, mas temos.

A Academia
Decidi me jogar com seriedade na academia agora. Chega de ficar enrolando, indo duas vezes por semana só para "manter" mas que na verdade é mais descarrego de consciência. Decidi que vou fazer direitinho daqui para frente. Nada de bombar. Acho deselegante. Bombados quase nunca ficam bem quando usam roupa. Só nus eles costumam arrasar. Ou de sunga. É que rola uma desproporção. Ombros e peitos muito grandes para as pernas finas de sempre. E eu só quero continuar bem de roupa e melhorar na hora de tirá-la. Estou falando de bombados e não de malhados. Veja bem antes de descer o cacete em mim. Sou contra bombas, esteróides. Se moralismo, apenas acho o resultado final feio - e pouco elegante.

A Buate
Fui no clube gay Vogue, em Natal, na última sexta-feira. Tenho várias coisas para contar. Vou fazer uma matéria sobre os aspectos gays da cidade no Mix. Mas antes, aqui, vou falar sobre esta ida ao clube. É porque o clube fica no terceiro andar, ou melhor, na cobertura de um prédio aparentemente desabitado no bairro Alecrim. Na portinha da rua só dava para ouvir forró. Desci do táxi e ouvi o tal forró comendo solto lá em cima. Resolvi subir e na escada já deu para perceber que era uma banda tocando ao vivo. Pronto. Não tenho nada contra forró, é bom que se diga. Mas não é meu estilo preferido para um clube. Ainda mais clube gay. Eu não sei dançar forró e só de pensar na cena meus pés travam.

Bem. Passei pelo primeiro lance de escadas, pelo segundo, pelo terceiro, e então chegou a bilheteria. Na fila para pagar a entrada estavam duas lésbicas na minha frente. Parecia um casal. Elas estavam na minha frente. Fiz a pergunta: aqui é a entrada da Vogue mesmo? E uma delas, sem ao menos se virar para trás, disse: É sim!

Até que entrei no clube (nossa, esse avião tá chacoalhando demais pro meu gosto). Enfim, cheguei ao clube. De fato era uma pista de forró. E de fato era uma banda tocando ao vivo.

Acendeu aquele aviso de apertar os cintos. São 6h52, vou desligar e já volto.

Voltei...
Já são 7h05, o avião continua pulando. O aviso continua aceso. Mas eu estou com medo e resolvi voltar a escrever para ver se melhoro. Então, aí que eu entrei no clube e vi que era forrozão mesmo. O moço cantava algo do tipo "tô sentindo cheiro de calcinha...", algo assim. Achei de mal gosto né, afinal estava em um clube gay, e calcinha não é um objeto de desejo gay. Não que eu saiba, claro. Mas depois me lembrei das lésbicas da portaria e vi que ali havia muitas outras lésbicas. E aí vi que o moço da banda tinha mais razão que eu.

Muito medo da turbulência agora. Vou dar uma parada de novo e já volto.

Viche
Menino, rolou um quase pânico aqui no meu coraçãozinho. Minha mão ficou molhada de tanto nervoso. O avião deu umas sacudidas daquelas para cima-para baixo, que tiram o ar dos pulmões sabe. E rolou aviso de apertar os cintos e não levantar no microfone. E o sinal de apertar os cintos ainda não foram desligados. Mas a turbulência já não é tão phoda. Por isso voltei a escrever. Estava na história da Vogue. Pois então. Entrei, a pista era de forró, tinha banda ao vivo e vá (oba, desligou) rios casais de homens e mulheres ficavam ali no arrasta-pé. Só depois de um tempo que vi que existia outra pista. Ali a drag music comia solta. Tipo as clássicas, sabe? Alone, Cinderella e algumas Madonna-Remix. Ah, acho que era isso que eu iria dizer. Não me lembro mais como terminava este trecho. Mas acho que era para dizer que o lugar é mega-democrático. E que a luz é super clara. Super mesmo, dava para ver todos os defeitos alheios. E todos viam os meus, claro. Ah, vi também que mesmo sendo uma cidade de praia, apenas três meninos estavam sem camiseta. Pouco né, eu achei.

Ah, que uó, a bateria está acabando. E ainda tem 1 hora de voô. Como eu farei para continuar sentado? Como será que eu conseguirei manter minha concentração em outra direção longe do medo? Como é que vou acabar esse texto sem fim? E, pior, como vou jogar Pinball sem meu querido computador? Ó céus. Ah, lembrei que posso ouvir umas musiquinhas no mp3 a pilha. Ê. E voltou a balançar, saquinho.

Vou dar uma desligada e tento voltar quando estiver chegando em São Paulo.

Luzinha
Acabei de descobrir que uma das coisas que mais odeio no mundo é está luzinha de aperte os cintos. Fico mega-tenso. E eu tinha mais coisas para falar sim, mas é melhor chegar tranqüilo, dormir direito e escrever com a mente menos perturbada...


Escrito por Marcelo Cia às 09h44 Comentários Envie

12/04/2007

12/04 - Animô
Já estou mais animadinho. Ser assaltado é sempre péssimo, ainda mais no começo de uma micro-férias. Mas olha, já fui assaltado outras 13 vezes. Então acho que já estou me acostumando. Nesta quinta-feira circulei bastante aqui em Natal. A Praia da Ponta Negra é mesmo linda. E está tranquila. Na sexta vou na Vogue, um clube gay clássico que fica no centro da cidade. A Avesso, que é gigante e só abre aos sábados, eu acho que vou deixar para a próxima. Dizem que o turismo caiu 13% aqui em relação ao mesmo período do ano passado.

**

E São Paulo vai estar animada neste fim de semana, tem a estréia da BafonBafu (não aprendi ainda a grafia certa), que é dos meus amigos, você sabe. E tem Prins Thomas em São Paulo e Rio; e a Pool Party da The Week no domingo e também a Pool Party Brazilian (é isso?). Tudo com endereço e detalhes no roteiro que os meninos publicam toda sexta-feira no Mix.

**

Vou comer um camarão e já volto.


Escrito por Marcelo Cia às 21h09 Comentários Envie

11/04 - Saquinho
Estou a menos de 24 horas em Natal e já vi quatro assaltos. Na praia, a tarde. Um deles comigo. Fica difícil manter o tesão.


Escrito por Marcelo Cia às 23h01 Comentários Envie

11/04/2007



Aquende que eu ligo a TV no Yak em Natal. No primeiro canal, aquele que já estava programado, tem a desembargadora Maria Berenice Dias dando mais um e seus textos ultra modernos sobre a união civil homossexual. Ela está em uma tribuna na TV Justiça falando sobre direitos homossexuais. E arrasando como sempre. Ela fala de afeto, de amor, algo que todos tem direito, gays, héteros e afins, segundo ela. É o que todos querem. É uma aula magna (é assim? preguiça de conferir). E sabe que ela falou que tem certeza que o projeto da Marta nunca vai ser votado? Foi o que ela disse.

No último bloco os alunos da aula perguntam para ela. A primeira pergunta é sobre adoção por gays. Para ela é o tema que mais evidencia o preconceito. "Famílias homossexuais têm filhos", diz. "É uma realidade", completa. "Não reconhecer essas crianças dentro destas famílias só prejudicam estas famílias, em especial os filhos, que não tem garantias jurídicas". "Não existem argumentos jurídicos para não assistir essas famílias". "Homossexuais são bons pais".



**

Tô tão verborrágico hoje. Viche.


Escrito por Marcelo Cia às 03h47 Comentários Envie



Meus pais são tão incríveis, amáveis e fofos. Mas tanto. Tanto que quando os vejo fico feliz na hora. E meu humor tri-melhora. Também durmo melhor e trabalho com mais tesão. Poder esse, o deles.

Estou escrevendo no avião. Um tédio. Embarquei às 00h10. São Paulo-Natal direto. Dizem que dura 3h10 minutos. Agora são 2h32. O moço que dirige disse que já passamos por Salvador. Deve estar bem perto. Tenho horror a avião. Desde a primeira vez que subi em um. E só aumenta. Sabe-se lá o motivo. Mas não tem como fugir. Também não sou muito com estrada. E olha que já namorei três cariocas. Prometi que não voltaria mais a namorar na ponte. Sei onde ela começa e termina. Mas o "nunca" é tudo menos nunca.

Estou ouvindo Klaxons e Keith enquanto escrevo. Quer dizer, uma do Klaxons e outra do Keith, claro. Já já quero ouvir o barulho do mar. A turbina aqui do lado tá me deixando algo irritado. Já deu para perceber que não quero falar sobre nada, né!? Então, caso continue, é por sua conta e risco. É nossa, na verdade. Mas eu já me acostumei. E o moço da cabine que nunca fala a frase que mais amo neste momento "atenção tripulação, preparar para pouso".

Mas antes de terminar esse texto ele vai falar. Hihihi. Não, antes não, eu escrevo super rápido. Um turbilhão. E eu queria ter um namorado igual ao Tiago da novela. Meio ciumento (de leve), e com um corpo tipo aquele e com um sorriso tipo aquele, e com um andar tipo aquele. Estou a 12 quilômetros do chão. Posso sonhar um pouquinho?

Aí que eu fiquei bem pensando em como é bom escrever, e como eu amo fazer isso. Ainda que na correria, ainda que na pressa, ainda que traga um certo desprezo pela norma culta e respeito pelos subvers(v)ivos da lingüagem. Amo. Ainda que não me faça entender as vezes. E ainda que transfira para este teclado meus acessos de loucura (boas e más); amo escrever. E amo mais ainda saber que tem gente que lê. Faço (quase) tudo pensando que ninguém vai ver/ler/considerar. É uma forma de ter mais liberdade no momento que estou fazendo qualquer coisa profissional. Isso tem funcionado muito para um projeto novo que estamos aqui montando. Ou melhor, estamos testando para colocar no ar nos próximos dias. Lufe está arrasando na direção. E o Tino tá furando o olho dos experts. hihihi. Já a Kelly foi para o Japão. Mas esse avião tá pulando que é uma beleza. Vou sair dele com o coração um mês mais velho. Agora tá começando Clap your hand say yeah (é assim? tô sem Google para conferir). Como é lindo... Só não sei o nome da música. Mas depois eu coloco ela aqui com nome, letra e link para ouvir. Mas quem eu tô amando, amando mesmo é o Hot Chip. Já ouviu? Tem uma deles alguns posts abaixo. E eles acabaram de fazer o mais novo DJ Kicks. Que se você gosta de música deve saber. Ou então dê um Google. O álbum passeia por pencas de sonoridades sem rótulos. E termina fofo demais. Delícia. E a Bett do Gossip é mesmo a mulher da hora. Gorda, feliz e solta.

E se você chegou até aqui meu caro é porque me ama. Querido. Natal chegou. Eba.


Escrito por Marcelo Cia às 03h37 Comentários Envie

10/04/2007

10/04 - Escolha da audiência
Escrevi uma matéria bobinha sobre Paraíso Tropical. Super simples e inocente: detectei uma certa soltura no texto e na direção dos dois personagens gays principais da trama, os lindos Rodrigo e Tiago. Em suma, eles ficaram mais reais.

Fiz matérias analisando os personagens gays da novela América (Júnior e Zeca) do primeiro ao último capítulo. Até a Glória leu uma - ela ligou aqui para comentar. Enfim. Mas essa inocente matéria sobre Paraíso Tropical causou estardalhaço. 484 comentários foram postados em poucas horas. Mas se você abrir a matéria vai ver que nem todos estão lá. Eu explico: nós lemos todos os comentários antes de publicá-los. Não é censura, é apenas um direito que nos reservamos de não agredir em hipótese alguma qualquer leitor do Mix. Também não é paternalismo. O Mix é um portal que existe há 14 anos (quase), com 1,5 milhão de páginas acessadas por dia, 1,8 milhão de visitantes únicos por mês. E é um veículo criado, pensado e executado para gays, lésbicas, trans e seus colegas. Publicar um texto do tipo "vão se fuder seu bando de viados" é considerado por nós uma agressão a nosso público e, por tabela, a comunidade gay brasileira. "Deus criou o homem para mulher" e afins também não acrescenta nada a matéria nenhuma e então economizamos os bytes que contenham frases feitas do tipo. Como qualquer jornal ou revista de respeito deste país, publicamos apenas comentários e opiniões que não agridam o leitor e que não tenham expressões chulas. Pode ser contra nossas opiniões sim, só não pode baixar o nível.

Somos limpinhos.


Escrito por Marcelo Cia às 18h50 Comentários Envie

09/04/2007

09/04/2007 - Os mais lindos menos eu
Sou um cara de poucos amigos. Poucos, bem poucos. Mas muito fiel a eles. Meu amigo mais querido, mais amado, é o Sergio. Faz uns bons anos que nos conhecemos - nem lembro quantos. A primeira vez que o vi fiquei maluco. Foi em uma festa no Ultralounge. Uma coisa da Kylie. Era um príncipe na pista. Ainda é. Não peguei, mas nos tornamos amigos. Todo mundo gosta dele. E isso é ótimo. Ele é popular, e eu sou o avesso. O problema é que tenho que dividir o pouco tempo do Sé com toda uma nação de amigos. Os dele. Mesmo assim a gente costuma estar sempre juntos. E, por isso, muitos acham que a gente namora. E a gente deixa que achem, claro.

Namorado mesmo eu não tenho agora. Mas tenho um amigo que foi meu namorado. É o Rian. Agora a gente é amigo, bem amigo, e eu amo ele super. A gente também sai junto de vez em quando, sempre que possível, como amigo. O Rian também é lindo. Tanto quanto o Sé.

Estou falando tudo isso porque Sergio estréia sua noite fixa no Glória nesta sexta-feira, 13/4. Vai ser bafo. E, adivinhe, Rian abre a pista. E ainda tem Marcelona na porta, que eu amo. E a Jú tocando com o Sérgio.

E, como o mundo é injusto, eu vou estar em Natal nesta sexta, e não vou estar na estréia dos lindos. Já tinha marcado essa ida a Natal há dois meses, bem antes desta noite ser cogitada. Aí que eu vou meio triste para lá, mas sabendo que eles vão arrasar por aqui.

E se eu fosse você iria vê-los. Vai ser basfond. E bafo. Na foto Rian e Sergito em (re)montagem tosca.

 

**
E depois desta declaração pública de amor, acho que mereço uma música bem fofa (clique no nome da faixa para ouvir).

:: Annie - Always to Late
Oh, I should have known
you're late again
no, no, no, no
and now I'm here
will you appear?
I don't think so

Every single day
the same again
you keep me waiting
for somebody who don't care
at all

(chorus)
I don't wanna wanna
be no primadonna
tired standing waiting feeling like you never wanna
say you're trying trying
boy I know you're lying
telling me we'll never be too late 'cause I was crying
you're so tricky tricky
yeah now mister wicky
now it's been an hour
make me feeling freaky freaky
I can't take it take it
you stole my time and now it's...
now it's too late
now it's too late
now it's too late

(bridge)
You didn't wait
what a mistake
always too late
Ah...

Always too late
you didn't wait
what a mistake
Ah...

I can't take it
you can change it
why you did so
wrong?

Why you did it?
I can change it
oh you did so
wrong

(verse)
Where are you today
you said you'd call
you said you'd meet me
10 o'clock, it was no shock
you were not there

Foolish, 'cause I am
but then again
I keep on waiting
for somebody who don't care
no no

(chorus)

(verse)
What do I gotta do?
take some look or two
to get over you

you treat me like a fool
careless is your rule
that's why you're so cruel

(bridge)
You didn't wait
what a mistake
always too late
Ah...

Always too late
you didn't wait
what a mistake
Ah...

I can't take it (what do I gotta do?)
you can change it (take some look or two)
why you did so (to get over you)
wrong?

Why you did it? (every single day)
I can change it (the same, the same again)
oh you did so (doo doo doo doo doo)
wrong

Now it's too late


Escrito por Marcelo Cia às 13h52 Comentários Envie

04/04/2007

04/04/2007 - Um chato de 30 + Erlend + Me Lembra
Em 4 meses faço 30 anos. 30. Não está rolando crise de idade nenhuma - é cedo par isso, né. No fundo estou amando chegar aos 30. Mas há questionamentos. Claro. Principalmente em relação ao que eu quero fazer nos próximos 10 anos. Casar? Ter filho? Qual pós? Qual livro? Dos 20 aos 30 tudo foi pouco planejado. Mas daqui em diante posso planejar mais. Ou não, e deixar a vida me levar.

Mas acho que estou meio chatinho neste momento, pensando muito, muito autocentrado. Uma amiga astróloga disse que é assim mesmo. Que saturno está passando por leão (meu signo) e que eu ficarei assim até o fim de maio. Até lá, é melhor me suportar então.

Me Lembra
Hoje a música é do Erlend, meu amigo. E essa música tem uma história boa. Um domingo encontrei com o Erlend na casa do Jackson. Serginho e Silvio, eu, Erlend e Jackson. Uma tarde inteira com ele tocando violão para nós. E no fim do dia fizemos uma versão em português desta música que segue. Ficou linda e ele, o Erlend, gravou em seu computador, levou para Noruega e toca de vez em quando por aí. Orgulho.

:: Remind Me - Erlend



Will remind, will remind, will remind me,
Will remind, will remind, will remind me,
Will remind, will remind, will remind me,
Will remind, will remind, will remind me.

It's only been a week,
The rush of being home in rapid fading.
Prevailing to recall
What I was missing, all that time in England

Has sent me aimlessly,
On foot or by the help of transportation,
To knock on windows where
A friend no longer live, I had forgotten.

(chorus)

And everywhere I go,
There's always something to remind me
Of another place and time
Where love that travelled far had found me.

We stayed outside til two,
Waiting for the light to come back,
But hid in talk I knew,
Until you asked what I was thinking.

(chorus)

Brave men tell the truth,
A wise man's tools are analogies and puzzles,
A woman holds her tongue,
Knowing silence will speak for her.

So now I'll never know,
As you will only sleep beside me,
And everywhere I go...

(chorus)
(repeat)

It's only been a week,
(Will remind, will remind, will remind me,)
The rush of being home in rapid fading.
(Will remind, will remind, will remind me,)
Prevailing to recall
(Will remind, will remind, will remind me,)
What I was missing all that time in England
(Will remind, will remind, will remind me.)

Has sent me aimlessly
(Will remind, will remind, will remind me,)
On foot or by the help of transportation,
(Will remind, will remind, will remind me,)
To knock on windows where
(Will remind, will remind, will remind me,)
A friend no longer live, I had forgotten.
(Will remind, will remind, will remind me.)


Escrito por Marcelo Cia às 11h02 Comentários Envie

03/04/2007

03/04/2007 - Pesquisa antiga + novos hábitos
Pesquisa publicada pelo instituto Packaged Facts em 2004, sobre os hábitos de consumo da população gay e lésbica dos EUA apontou que apenas 3,4% de seus entrevistados tinham o hábito de ir a clubes e festas gls. A pesquisa foi realizada em Los Angeles, San Francisco, Nova York, Miami, Boston e outros grandes centros urbanos. Parece pouco, mas não é. Se consideramos que 10% da população americana é gay, temos 30 milhões. Fazendo as contas, temos aproximadamente 1,020 milhão de pessoas que freqüentam clubes e festas gays. É pouco e muito ao mesmo tempo. Muito em números absolutos; bem pouco na porcentagem.

Na França, pesquisa publicada pela revista Têtu ano passado, apontava outro fenômemo. Eles descobriram que os bares e clubes do Marais, tradicional bairro gay da capital Paris, estavam pagando menos impostos a cada ano. Para a reportagem, isso era um sinal claro de que havia uma crise no mercado gay, especialmente no mercado de noite (bares e clubes). Foram averiguar. Descobriram que parte da queda no lucro das empresas ligadas ao consumo gls vinha do relaxamento do preconceito. Em resumo: meninos e meninas gays estavam curtindo mais os bares e clubes sem bandeira (não gays), porque se divertiam mais. Simples e belo.

A revista descobriu ainda que apenas os estabelecimentos ligados a sexo (cinemas, sex clubs e saunas) não tinham perdido público. Claro, não existe sauna GLS ainda.

**
O Brasil está longe da experiência francesa. Bem longe. O mercado aqui ainda vai se expandir, aos poucos, acredito. Até se retrair como lá, vai levar no mínimo uma década. Mas os números da pesquisa americana - na falta de uma feita por aqui - podem nos servir de guia. Engana-se quem pensa que todo gay é intimamente ligado à noite. Da mesma forma que engana-se quem pensa que gay é intimamente ligado à moda. Ou à música. Ou a qualquer coisa. Há gays que amam a noite e não saem dela por nada. Há muitos, muitos outros, que nem pensam nisso no sábado a noite. A noite é apenas um microcosmo.

**

E uma música do Prins Thomas, um dos pilares do Space Disco que vem ao Brasil no dia 14 (SP-Lov.e) e 15 (Rio-Moo). Na foto ele está com o outro pilar do estilo, o Lindstrom (quem ele vem?).

:: Boney M Down


  


Escrito por Marcelo Cia às 10h19 Comentários Envie

02/04/2007

02/04/2007 - Prins Thomas no Brasil
Prins Thomas é ao lado de seu amigo Lindstrom o maior expoente e divulgador da Space Disco. Que eu, particulamente, estou amando.

A boa notícia é que ele virá ao Brasil. Marcou data em São Paulo no próximo dia 13 de abril (no Lov.e) e no sábado, 14/3, na festa carioca Moo.

Vai ser chique.


Escrito por Marcelo Cia às 16h06 Comentários Envie

02/04/2007 - Calor combina com cerveja que combina com amigos
Dias muitos quentes para se enfiar em um clube abafado e cheio de gente, não!? Tentei evitar os clubes neste fim de semana. Não consegui, mas fiquei pouco nos dois que fui. Tipo 30 minutos cada. O calor era proibitivo. Pelo menos para mim. Já a Dida estava ótimo. Poderia passar o fim de semana todo lá.

**
Uma música do Antony + Brooks. É animadinha.

:: A Little Bit of Time




Escrito por Marcelo Cia às 10h13 Comentários Envie


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