BLOGS: Blog do Cia

Blog UOL

29/06/2007

29/06 - Diálogos impertinentes
Quem espera sempre se fode


Escrito por Marcelo Cia às 19h10 Comentários Envie

29/06 - I Wish
Chega de historinhas por enquanto. Apesar de ter várias fervilhando na cabecinha. De qualquer forma, acordei com a musiquinha pop-chiclete I Wish You Would na cabecinha. Ouça clicando no link. E bom fim de semana. Estou destruído.

:: I Wish You Would - Martijn Ten Velden

This is the morning after the night before
I'm laying on my bed and I want more
And if you're asking me to stay with you
If you want me here I'll stay with you
I hope you have me have my way with you
Won't you ask me to lay with you
By the way I wish you would, just ask me

By the way I wish you would, I wish you would
Well come with me, I wish you could, I wish you
could
By the way I wish you would, I wish you would
Be with me

It's you I want...


Amo essa: Marcelo Krasilcik @ Blow de la Barra



Escrito por Marcelo Cia às 14h17 Comentários Envie

28/06/2007

28/06 - Lucas e Vitor
Eles se conheceram do nada. Vitor tinha acabado de levar um chute do namoradinho feinho-sem-gracinha. Lucas estava se jogando pencas. Era época da Level, do Xingu... E os dois tinham um amigo em comum, o Dani. Era sábado. Dani estava na casa do Lucas bebendo umas antes de sair. Vitor ligou para Dani meio chorando pelo tal pé na bunda que tinha acabado de levar. Dani chamou Vitor para casa de Lucas. Passaram o resto da noite juntos, os três. Beberam, dançaram e acabaram a noite em um chill out de alguém de quem nem se lembram mais. Coisas de uma noite comum.

Exautos, Vitor e Lucas foram até um dos quartos. Deitaram um pouco. Em minutos estavam enroscados. Bem enroscados. O sol do domingo chegou e eles perceberam que já era hora de dormir. Nada melhor aconteceria naquele noite que já era dia. O resultado: Dani, Vitor e Lucas se divertiram muito e o feinho-sem-gracinha ficou perdido em alguma memória do passado. O domingo passou devagar, como se não quisesse chegar na segunda. Como todos os domingos, aliás. Mas Lucas acordou pensando em Vitor. De leve. Tinha gostado daquele pega no colchão do desconhecido, mas sabia que ele estava saindo de um namorico e não deveria estar afim de entrar em outro. Bobagem. Vitor também ficou caidinho.

Voltaram a se ver durante a semana. Ainda sem troca de telefone. Por "acaso", Dani colocou os dois frente a frente novamente. E desta vez eles foram mais longe. Acabaram a noite na casa do Lucas, na cama. E foi bem legal. Para ambos, aparentemente. No outro dia Vitor acordou cedo para trabalhar. E, depois de mais uns peguinhas, voou para sua casa para colocar o terno e ir para o escritório de advocacia em que trabalhava. Os dias andaram e eles se esbarraram mais uma vez, agora na casa do querido Dani. Para uma cerveja. E acabaram emendando mais uma vez, claro. E eles estavam se dando bem. Até que começaram a falar de coisas mais sérias. Adultos - nem tanto - mas corajosos - sempre - resolveram namorar. E continuaram saindo, rindo, pegando e acordando juntos. Lucas começou a conhecer melhor Vitor e soube que ele era um super pegador. Desses que já tinha virado a cidade pelo avesso - a sua e algumas outras. Mas nem se importava. Vitor, por sua vez, soube que Lucas era mais colocado do que ele imaginou inicialmente. Bebia bem e não deixava filas passarem. Mas ele se importava. Se importava também com os olhares que Lucas recebia. Com as pessoas que conversava. Com tudo. Mas Lucas não ligava muito para o ciúmes do rapaz. Achava até charmoso. Até que, depois de uma noite bastante animada, Vitor beijou Lucas, tirou sua roupa e foi descendo com a boca por seu corpo. O caminho natural. Pescoço, mamilo, barriguinha, laterais... E, quando chegou no destino final, parou, e ao invés de continuar usando o paladar, a boca, passou a usar o olfato, o nariz. Lucas achou estranho, mas curtiu, afinal também gostava dos cheiros dos homens, de todos eles. Mas Vitor gelou. Levantou da cama e disse que o pau do Lucas estava cheirando a saliva. De outro cara qualquer. De algum banheiro por aí. E é claro que não estava. Mas ele encanou. Lucas ria, muito, com aquele texto tão surreal. E Vitor ficava ainda mais irritidado, mais puto. E socou Lucas. Com força. Lucas ficou bem assustado e antes de sair na porrada com o namorado, tratou de expulsá-lo de sua cama.

No dia seguinte era claro que não dava mais. Para ambos. E Lucas resolveu escrever um e-mail para Vitor. Não sabe o motivo de fazer por e-mail e não cara-a-cara. Talvez estavisse puto demais para encontrá-lo. Acabava ali aquela breve história.

Uma semana depois Lucas ficou bem arrependido. Percebeu que tinha se apaixonado por Vitor, apesar de seu ciúme avassalador. E então voltou a ligar para Lucas, a mandar e-mail, msn, qualquer coisa. Chegou a implorar. Mas Lucas, inerte, esnobava. E, gélido, beijava outros (vários) na sua frente. Eles se viam muito, tinham muitos amigos em comum. E Lucas estava sofrendo mesmo. Arrependido de não ter conversado, acertado ponteiros. Lembrou-se que nunca tinha feito isso. Nunca cortou o ciúme do Lucas. Ao contrário, deixava o cara pirar e assistia a tudo com um sorrisinho no canto da boca. Poderia ter dado mais segurança para ele. Poderia ter conversado mais, ter bebido menos. Mas agora parecia fato: Lucas havia perdido Vitor. E era definitivo.

Lucas acabou conhecendo outro cara e, meio para esquecer Vitor, foi dando corda para ele e acabou gostando. Vitor, depois de rodar a outra metade da cidade que ainda não inha passado por sua mão, encontrou um moço que acabara de sair do armário, ou melhor, estava casado e largou tudo por Vitor. Ficaram juntos uns seis meses na boa. E então abriram a relação e passaram a ficar com outros caras - juntos, separados, o que viesse ele traçavam. A nóia possessiva de Vitor era coisa do passado e quando Lucas o via nem reconhecia mais. Parecia outra pessoa. Mais maduro, mais homem, mais real. E ainda mais gostoso. E Lucas começou a sorrir, aquele sorriso discreto, no canto da boca, pensando que, mesmo tendo perdido Vitor, tinha preparado aquele cara para um relacionamento de homem de verdade. Aquele soco era só a transição.


Escrito por Marcelo Cia às 11h41 Comentários Envie

26/06/2007

26/06 - Gucci, Milão


Parece fácil ser lindo


Escrito por Marcelo Cia às 13h23 Comentários Envie

25/06/2007

25/06 - Boicote (o último, prometo)
Ele era loiro, alto, olhos lindos, sorriso encantador. Malhava, tinha o corpo perfeito, forte, sem exageros. Mas, além de tudo, tinha aquele sorriso de gente feliz. Bem resolvida. Era alegria das festas e estava em todas. Como uma bússula, chamava atenção dos olhares em qualquer lugar.

Foi em abril de 2005. Depois de um show eles se conheceram. Saíram juntos naquele dia e nos dias seguintes. Viajaram para praia no primeiro fim de semana. E lá descobriram que tinham tudo a ver. O outro era mais reservado. Poucos anos mais velho. Cheio de responsabilidades. Comandava uma empresa e levava o mundo em suas costas. Talvez por isso fosse mais durão, frio, quase distante. Mas a paixão lhe amoleceu um pouco. No começo eles saiam sempre e muito. Eram convidados para tudo. Adoravam música e por isso viviam em shows, nos clubes da cidade, nas casas das pessoas mais interessantes. Sempre cercados de pessoas, de amigos - e admirados por outros tantos que eles nem conheciam.

Assediado mesmo era o loiro. Afinal, além de lindo, ele sorria sem parar, era simpático e gentil. Aberto, por assim dizer. O outro, mais fechadão e nada gentil, se conformava com a "estrela" de seu namorado. Mas uma hora o ciúme bateu. Só que eles nem perceberam. O fato é que passaram a sair cada vez menos de casa. Quando saiam era para um café num lugar bem isolado. Um restaurante bem discreto. Shows? Clubes? Pouco, cada vez menos. Até que depois de alguns meses era só um para o outro. Outro para um. Seguros naquele mundo, o que eles criaram, nada mais poderia destruir o que sentiam. As brigas sumiram, o ciúme desapareceu.

Mas junto veio uma ponta de tédio. Era o preço. E eles, inconscientemente, achavam justo. O loiro, tão lindo, continuava lindo. O outro, quase tão lindo, passou a trabalhar mais e a ganhar mais dinheiro ainda. Mas é certo que ficaram um pouco mais chatos. O tempo passou daquele jeito. Eles dormiam juntos todos os fins de semana. No sábado iam para cama cedo. Assim foi até que o mais velho percebeu que já não gostava mais tanto assim daquele loiro. Na verdade gostava, mas preferia aquele do começo, mais feliz, debochado. O outro também percebeu que não dava mais. Que aquele namoro parecia caso de quem já tinha 20, 30, 40 anos de casado. E eles eram tão jovens, tão lindos. Porque trancar-se em casa num sábado a noite? Era preciso separar. Mas como? E se desse para voltar atrás e mudar tudo? E se voltassem a sair, sorrir e deixassem a vida levá-los? Preferiram o caminho mais fácil.

Sem querer, voltaram para aquela mesma praia onde resolveram namorar dois anos atrás. Passaram o sábado sozinhos, mais uma vez. Mas desta vez um tinha o outro completamente. Fizeram o sexo mais lindo desses dois anos. O mais demorado, o mais sincero. O mais intenso. Declararam juras de amor. Mais uma vez. Se amaram com o que podiam. Voltaram na segunda. Terminaram logo em seguida.

Com medo da tentação, resolveram não se ver por uns três meses. Os amigos que restaram foram separados. Clubes, bares e restaurantes também. O loiro voltou a sorrir e saiu em desatino de pequenos em pequenos namoros. Até achar o seu. O outro, mais reservado, chorou dias, semanas, meses. Até se livrar daquela culpa. De saber, ter certeza, que para proteger o que sentia, o jogou fora. E foi tudo tão sem querer...



Escrito por Marcelo Cia às 11h04 Comentários Envie

23/06/2007

23/06 - Apenas um sábado
Era claro que era um casal. Entraram no restaurante para almoçar. Um almoço tarde. 16h de um sábado. Hora de quem vive de verdade almoçar. De quem sabe o que é uma boa sexta-feira. De quem sabe que pode acordar tarde no sábado. Fazer manha e sair na hora que der. Na hora que quiser. Mas é claro que não era um casal comum, aquele. Eles conversavam, sorriam e se tocavam de vez em quando. Uma encostada de perna aqui. Outro toque de mãos ali. Aquele tipo de contato de quem sabe que têm a vida toda para toques mais profundos. Ou, melhor, que sabe a hora que o toque deve ser profundo. E, principalmente, em qual local ele deve ser feito. Sem pressa, sem histeria. Afinal, eles ainda tinham o sábado todo pela frente. O domingo para o cinema. E a segunda toda para esperar o telefone tocar. Se não tocar, outras sextas virão.


Escrito por Marcelo Cia às 18h35 Comentários Envie

21/06/2007

21/06 - Esse não vai
Ele vivia resmungando que não encontrava ninguém legal por aí. Que sua cama não merecia qualquer um. Que seus lençóis são muito finos para esses tipos ordinários. Que ser gay é foda. E que não pegava mais nada há tempo. E que ele é bonito, inteligente, gentil e bom de cama - é o que achava. Apesar de controvérsias.

Dentro de seu humor-lemon tudo se encaixa. Mas alguma auto-crítica lhe cairia bem.

É que ele - como tantos - congelaram o olhar para apenas uma direção. Aquela. Que um dia gostou e ficou. É daqueles que só olham para um tipo bem específico. É preciso ter o cabelo tal, o corpo tal, o andar tal, a idade tal - tudo isso e tal - para ficar com o tal. E depois de 10 anos de carreira, não há mais tantos tais assim disponíveis que ele já não tenha ficado, beijado etc. e tal.

É que há um exato momento que a gente se dá conta que precisa abrir os olhos para outras formas. Outros corpos, outros tipos, outras idades. Se perder o timing e resistir, corre-se o risco de viver do que passou e deixar tudo o mais passar. Sem olhar.


Escrito por Marcelo Cia às 11h32 Comentários Envie

20/06/2007

20/06 - Uma Daiane baixou em mim
Há 10 anos vivo um dilema. Eu versus academia. Já entrei e abandonei as mais diversas. Das mais legais às de bairroo - que são mais legais, na real. Porque nunca consegui gostar daqueles ferros todos. Era meio obrigado a ir. Porque parece que há uma obrigação em malhar, em ser sarado. E eu concordo. Porque um corpo cuidadinho é mesmo gostoso. E não tem como ter um corpo cuidadinho sem pagar o preço - que é cuidar dele e sofrer um pouco no processo. Por outro lado, não tenho o menor tesão por corpos musculosos. Daqueles grandes. Nadinha. Acho meio opressor. E, confesso, gosto de estar no comando. Ou me sentir no posto, pelo menos a princípio.

Daí que entrava na academia e já pagava três meses para extirpar a culpa católica da mente rendida. Fazia uma semana, duas, três, um mês. E achava tudo chato demais para passar os próximos meses olhando aqueles caras todos puxando ferro - olhando no espelho, comparando o trícipes com o colega. Bombas também não me emocionam. E os aparelhos de academia me lembram uma sala de tortura medieval. Enfim, nada nunca me agradava e eu voltava para casa meio triste. Triste por não ter prazer na malhação. E triste por ter decidido que não faço nada que não me dê algum prazer. Não consigo levar adiante. Mas muita gente malha, ama, sente falta, tem prazer. Então porque eu não conseguia?

E os 30 tão aí. Tá tudo bem (ainda), mas de repente, do nada, algo despenca. Então que tinha que achar algo que fizesse bem pro corpo mas que também me desse algum prazer. E não é que achei? Sim, estou amando fazer ginástica olímpica. Descobri uma academia que tem turma de adultos. É meio estranho começar a fazer aquelas aberturas de pernas absurdas - que todos os meninos de lá fazem. Pular sem muito medo, acreditar que tem um colchão do outro lado. Mas eu vou insistir. A monotonia é zero. Tô achando que uma Daiane baixou em mim.



Diego, meu novo muso: eu vou!


Escrito por Marcelo Cia às 12h31 Comentários Envie

19/06/2007

19/06 - Dolorosa Liberdade
Crescemos lutando por ela, a tal liberdade. E pagamos caro, bem caro, para conquistá-la. E quando enfim ela vem completa, íntegra, total - ah, como dá saudades de algum cerceamento. Alguém que te impeça de beber tanto. Que te tire da cabeça aquela tatuagem horrorosa. Alguém que te faça malhar direito. Trabalhar menos. Viajar mais. Que tire algumas dessas liberdades todas e - principalmente - que diga sempre, sempre "tudo vai dar certo". Liberdade demais atrapalha.


Escrito por Marcelo Cia às 10h21 Comentários Envie

16/06/2007

16/06/ - Alelux
Como uma pessoa resolve colocar um cocô na cabeça (desses de plástico da 25 de março), ao lado de um rolo de papel higiênico e sair para dançar? Na cabeça do Walério Araújo coisas do tipo são bem compreensíveis. E bom humor é tudo nessa vida.


Foto gentilmente roubada do blog do Alisson - o insuperável


Escrito por Marcelo Cia às 18h09 Comentários Envie

14/06/2007

14/06 - The Bubble
O filme israelense The Bubble foca na relação entre um cara mulçumano e outro israelense. Yep. É de Eytan Fox, o mesmo diretor de Yossi and Jagger - que no Brasil levou o pavoroso título de Delicada Relação. Pois bem a trilha de The Bubble é assinada por Ivri Lider, também israelense, também gay. The Bubble vai entrar em circuito comercial no Brasil nas próximas semanas. E Ivri Lider, pelo que sei, está sendo cotado para um show por aqui, no aniversário de um clube gay.

Até o filme entrar em cartaz, ou até o belo Ivri pisar por aqui, este Blog aguarda assistindo o clipe de The Man I Love, trilha de The Bubble, na voz de Ivri (piano também) e com cenas do próprio filme.

E aqui um show de Ivri em estádio aberto. Olha o poder do moço por lá! 


Escrito por Marcelo Cia às 17h27 Comentários Envie

14/06 - SPFW né


Hihihihi-hihihi-hihihi


Escrito por Marcelo Cia às 13h04 Comentários Envie

14/06 - Blond Narciso

Tô com essa música, da loira Debbie, na cabeça.

Quer ouvir? Clique AQUI, é ATOMIC


Escrito por Marcelo Cia às 11h54 Comentários Envie

13/06/2007

13/06 - Só
Tudo tem muito mais graça quando estou afim de alguém. Gostando. Querendo. Correndo atrás. Não sou de deixar as coisas acontecerem. Corro  quando quero. Sem joguinhos, sem charminho. Sem frescuras. Ouvi dia desses que sou "homem demais" para um tal rapaz. Não, não é no sentido de masculinidade que o cara falava. É que, para ele, eu era muito decidido, desafiador... Daí o "homem demais". Eu entendo. Já namorei muitos caras que não me desafiavam. Que eram belos mas fáceis. São bons. Mas onde fica o embate? Não consigo conceber mais uma relação onde não exista crescimento mútuo. Onde só um dá e outro recebe. Um oferece e outro aceita. Agora que os 30 se aproximam, eu tô querendo muito mais um troca-troca que um papai-mamãe. E isso vai muito além do sexo, rapaz! 


Escrito por Marcelo Cia às 22h30 Comentários Envie

13/6 - Beautiful Life
Sempre que ouço essa música - no carro, em casa, no clube... - me dá uma sensação boa e fico pensando que o Gui Boratto estava muito inspirado quando a fez. E só agora fui conhecer o clipe da música. E fiquei ainda mais fascinado pela letra, sua melodia, sua fofura. O clipe é tão legal quanto a música, mas precisa ser assistido até o fim.

Teste.


Escrito por Marcelo Cia às 21h01 Comentários Envie

13/06 - 30!
Daqui a exatos 2 meses eu farei 30 anos. No dia 13 de agosto próximo, passo a ser trintinha. Prefiro trintinha a trintão. Odeio trintão.... Mas trintinha é fofo. Estarei em Barcelona neste dia. Sozinho. Vai ser incrível.


Escrito por Marcelo Cia às 11h57 Comentários Envie

12/06/2007

12/06 - Namoradinho da América
Depois de passar a segunda-feira ouvindo Rufus Wainwright, no fim do dia chegou a revista inglesa Attitude de junho pelo correio. E quem na capa? Rufus. "The Gay Messiah Cometh" era a chamada. Dentro da revista um ensaio ao lado de dois grandalhões nus e ele com aquele ar dândi, distante, messiânico. Legal. Mas se eu tivesse um Rufus para fotografar e uma revista para publicar (essa está a caminho), faria muito, muito melhor. Eu sempre gostei muito de Rufus. Há uns 4 anos sou fã, pelo menos. Mas agora estou mais apaixonado por ele que nunca. Principalmente depois que o álbum “Release the Stars" chegou e tomou conta de meus ouvidos.

Acho a voz dele cada vez melhor. Mais decidida.  Acho que ele também está cada vez mais bonito. Aí você vê o clipe de Going to a Town.


Escrito por Marcelo Cia às 10h37 Comentários Envie

11/06/2007

11/06 - Parada: um balanço pessoal
Não quero mais falar sobre números. Nem sobre festas. Nem criticar. Nem elogiar. Nada disso. Neste blog, um espaço essencialmente feito em primeira pessoa, vai só o que rolou comigo nesta Parada. Um balanço bem rápido. Comecei a semana mega-carente. E sem o Serginho para me colocar na terra. Na quarta-feira lembro de ter gostado da The Week. Lembro vagamente. Mas gostei sim. Na quinta-feira passei o dia meio assim, com uma paixonite aguda que começou, cresceu e foi resolvida (no domingo). Uma rapidez recorde. Ainda bem. Mas quero ser amigo deste menino. Na Gira-Sol de sábado fiquei impressionado com a quantidade de meninos lindos - e de como eles são fáceis.

No domingo, com um celular a menos no bolso e uma dor nas costas de tensão phoda, terminei a maratona n´A Lôca + Vegas. Quer dizer, terminei em casa... Mas isso eu não conto aqui.

E nesta segunda-feira só quero ouvir Rufus. Só e nada mais. Que assim seja.

Ouça comigo
Going to a Town

I'm going to a town that has already been burned down
I'm going to a place that is already been disgraced
I'm gonna see some folks who have already been let down.
I'm so tired of America

I'm gonna make it up for all of the Sunday Times
I'm gonna make it up for all of the nursery rhymes
They never really seem to want to tell the truth
I'm so tired of you America

Making my own way home
Ain't gonna be alone
I got a life to lead America
I got a life to lead

Tell me do you really think you go to hell for having loved?
Tell me and not for thinking every thing that you've done is good
(I really need to know)
After soaking the body of Jesus Christ in blood

I'm so tired of America
(I really need to know)

I may just never see you again or might as well
You took advantage of a world that loved you well
I'm going to a town that has already been burned down
I'm so tired of you America

Making my own way home
Ain't gonna be alone
I got a life to lead America
I got a life to lead
I got a soul to feed
I got a dream to heed
And that's all I need

Making my own way home
Ain't gonna be alone
I'm going to a town that has already been burned down


Marido!


Escrito por Marcelo Cia às 12h41 Comentários Envie

08/06/2007

08/06 - Encantamento
Paixão é algo que aconteceu pouco, muito pouco, comigo. Paixonites foram várias, já estou vacinado. Mas aquele furor, paixão mesmo, só na adolescência e uma ou outra depois dos 25. Amar eu já amei. Agora me dei conta de outro sentimento, distinto, que não é uma coisa (paixão) nem outra (amor). É o encantamento. Bem mais simples que os outros dois, ele pode acontecer por um amigo, por um trabalho, até pelo apê novo. Naturalmente de duração curta, ele costuma render um novo bom amigo, um trabalho muito bem feito ou apenas uma noite engraçada... Mas cosuma valer a pena.


Escrito por Marcelo Cia às 11h59 Comentários Envie

06/06/2007

06/06 - Agendinha do Cia
O fim de semana da Parada chegou. Ou melhor, está chegando. Para quem chega a São Paulo - dizem que são esperados 400 mil turistas - não faltam festas, cinema, teatro, compras. Não dá para ir a tudo, é impossível e eu nem quero. Então já decidi algumas que quero fazer. Nesta quarta vou na The Week, quinta na X, sexta no Glória, D-Edge... E vou trabalhar bastante todos os dias.

Então nesta quarta-feira vou ver Victor Calderone na The Week. Ele é um pilar do tribal house. Você sabe. Eu respeito, apesar de não ser minha música do coração. Vou com um amigo bem animado. Vai ser divertido. Na quinta-feira trabalho normalmente durante o dia. Lá no Anhangabau vai rolar a Feira Cultural. Vamos ter duas barraquinhas, tipo lounge. Depois acho que vou dar um pulo na X-Demente lá na Pacha, se estiver com alguma energia disponível. Na sexta trabalho durante o dia e a noite vou fazer um tour pelo circuito OFF. Começo no Chá com Bolachas no Glória, passo pelo D-Edge e, talvez, termine bem em algum after. Sábado rola a Girasol durante a tarde e a noite quero dormir como um anjo para estar acordado e feliz no domingão. Começamos a trasmissão da Parada às 9h. Tá, ela só começa oficialmente por volta das 13h, mas vou estar lá bem antes contando como andam os preparativos, fotografando os ônibus que chegam, as primeiras pessoas.... Na real, é a melhor parte da cobertura, depois vira aquela loucurama toda.

Bem, muito possivelmente não postarei mais até segunda-feira. Então, bom fim de semana. Divirta-se.


Escrito por Marcelo Cia às 11h02 Comentários Envie

05/06/2007

05/06 - Antony and the Johsons (enfim) em São Paulo e Rio
Deu até um friozinho na barriga. Mas enfim, depois de dezenas de novenas, preces e outras rezas brabas do tipo, alguém ouviu nossos apelos incessantes e resolveu trazer o Antony and The Johnsons ao Brasil. Esse "alguém" é o Tim Festival. Tá bom que o Gustavo ligou lá para saber se é verdade-verdadeira e a diretora do Festival disse que "Não pode confirmar". Vale o mesmo para Björk. Mas olha, "não posso confirmar" não significa "não tô sabendo de nada". A certeza é que a negociação está bem adiantada ou fechada. Chique.

Seria dia 25 de outubro em São Paulo, no Auditório Ibirapuera e 27 de outubro no Rio, na Marina da Glória. Björk também. Klaxons e Scissor Sisters em negociação. Se tudo isso for verdade-verdadeira, será o mais bombado Festival que este eixo Rio-SP já viu nesta década.


Escrito por Marcelo Cia às 11h39 Comentários Envie

05/06 - Comichão e coçadinha
Já disse outras vezes que acho que ninguém lê este blog. Só assim me sinto tranqüilo para dizer qualquer coisa, o que quiser, sem neuras de ter de ser inteligente, ou engraçado, ou qualquer coisa do tipo. De ser patrulhado. No domingo fui encontrar dois amigos queridos, que conheço há pelo menos quatro anos. São héteros. Conheci quando eram apenas amigos. Primeiro ela, depois ele. E eles viviam juntos. Saiam juntos. Chegaram a fazer competição de quem "pegava" mais em um clube under aí, aquela da Frei Caneca. Depois de muito tempo como amigos, um belo dia eles ficaram. Se beijaram. Parece que foi bom. Depois deste dia eles não se desgrudaram mais. Começaram a namorar, apaixonados. E agora, dois anos depois, pensam em juntar os trapos. Eram amigos íntimos e descobriram que existia tesão entre eles. E o que são bons namorados senão amigos que sentem tesão um pelo outro?

E devo dizer que comigo aconteceu algo parecido. Conheço um moço aí há bastante tempo. Via toda semana. Nunca dei muita bola. Achava gatinho, mas não me emocionava. Até que meio alcoolizados, bateu.


Escrito por Marcelo Cia às 10h39 Comentários Envie

02/06/2007

2/06/2007 - Vai Começar
A semana da Parada de São Paulo costuma ser a que mais trabalho no ano. Muitas festas, muitos eventos (lançamentos de livros, filmes, mostras, feiras...), além da maluca cobertura em tempo real que fazemos há três anos aqui no Mix. E todo ano a gente sofistica um pouco mais a função. Desta vez a cobertura da Parada em si vai contar com 5 câmeras em diferentes pontos da Paulista, minuto-a-minuto e pencas de pautas que a gente nunca fez durante a Parada. Na real, vai ser legal, mas já entro na semana meio cansado. Também estamos estudando a possibilidade de cobrir outros eventos do fim de semana gay em tempo real. Acompanhe aqui!




Escrito por Marcelo Cia às 14h35 Comentários Envie


Busca
Infomix
Receba o boletim de notícias do Mix no seu e-mail.
2006 - MIX BRASIL - © Todos os direitos reservados