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31/07/2007

31/07 - Troca-Troca
Delícia de música. Delícia de letra. Electrelane, banda de meninas lindas.

:: To The East
You didn't know where to go
Walking around in this flag-waving town
I saw you waiting for a train
And you disappeared
Your face pressed up to the window
You went so far away
And I want to come there too
I want to be with you
I'm just waiting until you say these words :
"Come back, come back, come back, oh, to me...
I'm living near Gdànsk, there's a train, you'd be here soon
There's a life for me and you
The East means so many things
But it could be home, it could be home, it could be home, it could be home
For you and me
It could be home, it could be home, it could be home, it could be home
Come back, come back, come back, oh, to me..."
And if you'd ever say these words
I'd come to you, where you are
It's too hard to be apart
The East's not so far away
And it could be home, it could be home, it could be home, it could be home
For you and me
It could be home, it could be home, it could be home, it could be home
Come back, come back, come back
Oh, to me...





Escrito por Marcelo Cia às 18h56 Comentários Envie

31/07 - Tá com tempo?
Olha que dupla mais fofa. É a banda Angus and Julia Stone. Um moço e uma moça da Austrália que fazem um pop tão bom, na medida certa. Sem muita pretensão, mas também sem burrice gratuita. E o site é bem feitinho. Vale ouvir e navegar.

:: Ouça Paper Aeroplane AQUI e The Beast AQUI




Obrigado, Rian


Escrito por Marcelo Cia às 18h50 Comentários Envie

30/07/2007

30/07 - Grosso
Tô gostando da voz grave do Patrick Wolf. Em especial por ser um contraponto de sua imagem, tão delicada.

Ouve aí e veja se também gosta (o batuque do começo assusta mas não compromete).

:: Overture



It's wonderful

What a smile can hide
If the teeth shine right
And it's nice and wide
So magical
All you can keep inside
If you bury it deep
No-one can find a thing
No
Well come on now
Open wide
Open up now
Don't you think it's time?

To look back at that boy on his way to school
Such a heavy heart
Such a heavy jewel
Hiding something that one day he'll sell
But now if no one shows
Then no one tells a thing
No?
Well come on now open wide
Open up now
Don't you think it's time?

Now after all these years
You are at last opening
Was it worth all that war just to win?
And so caught up in speed of the days
And your sin
Don't forget how the story begins
Don't forget

Now i'm seeing all your lovers and your enemies
Been turning their keys
So full of need
All trying to seize that jewel you keep

"What makes it shine?
What makes it mine?"

Well I don't care
Just come on now
Open wide
Open up now
Theres so much love for you'll find
Now what will you find?

Now after all these years
You are at last opening
Was it worth all that war just to win?
Well if it was
Then come on take me back
To where it begins
Take me back
To where it begins
Come on
Open wide
And let some light in.



Escrito por Marcelo Cia às 18h52 Comentários Envie

27/07/2007

27/07 - Animei
Vou para Madri-Barcelona na proxima semana. Quem acompanha esse blog sabe que eu estou prestes a fazer 30. É no dia 13 de agosto. Na quinta-feira da próxima semana eu embarco para Buenos Aires. De lá vou para Madri, então para Barcelona, onde passo meu aniversário. De Barcelona volto para Madri no dia 15 e para São Paulo no dia seguinte. Estava meio desanimado com essa viagem. Vou sozinho, como gosto, mas cada vez menos. Mas agora animei mesmo. Acho que vai ser engraçado. Vou ficar no bairro Gracia em Barcelona e no centrão, perto da estação de trem em Madri.

**

E hoje é sexta-feira. Vou na Alelux (Bar 13) e, provavelmente, D-Edge depois.


Escrito por Marcelo Cia às 16h01 Comentários Envie

27/07 - Mais um aqui
Antony and the Johnsons no Tim. Ivri Lider na The Week em dezembro. Chris Garneau em festival de novembro. Se tudo confirmar (e parece que estão confirmados), o segundo semestre vai ser bem animado. Antony, você sabe, é o ser andrógino e absolutamente talentoso que fez o disco I am a Bird Now, com aquelas músicas tão tristes e tão lindas. O Ivri Lider é um cara bem bonitão de Israel, gay, que lota estádios por lá. Ele vem em dezembro, junto com o colega Offer Nissim. E Chris Garneau é um gatinho de Nova York que faz uma coisa meio Rufus, só que mais jovem, solto. Também toca piano (bem como Antony, Rufus, Ivri, Elton... esses moços amam uma pianinho na lateral do palco). Esse tá para vir em novembro, para um show intimista, como é apropriado. Eu vou.

O Antony vai ser lindo sempre. Mas tô com um pouco de medo. Lembro do horror que foi o show do Kings of Convenience, com a platéia bem mal educada conversando alto, andando, gritando... Tem show que é preciso silêncio absoluto... Bem, vamos ver. Já Ivri vem para um show animado, na The Week. Vai pegar aquelas remixadas pelo próprio Offer e deve arriscar um ou outro de seus roquinhos. Chris vai ser em teatro. Esquema piano e voz. Para 200 pessoas. Esse vai dar orgulho!

:: Ouça AQUI Baby´s Romance e AQUI Blue Suede Shoes, as duas do Chris Garneau, meu amigo.


Chris Garneau. Lindo sim.


Escrito por Marcelo Cia às 11h01 Comentários Envie

26/07/2007

26/07 - Hot Chip também
Eles virão. E na hora certa, o que é raro no Brasil. Essa música é tão linda... No link dá para ouvi-la. Depois tem o clipe, também legal!

:: Colours - Hot Chip





Escrito por Marcelo Cia às 13h41 Comentários Envie

26/07 - Afago
Hoje é quinta e eu tive uma enxaqueca daquelas às 6h da manhã. Sofri e me entupi de remédio. Mas já passou. Hoje é quinta e nada me interessa neste fim de semana. Hoje é quinta e ninguém me convidou para algo que presta. Hoje é quinta e na quinta que vem estarei em Madri. Hoje é uma quinta fria. Apesar do sol que só saiu nesta quinta. Hoje é quinta e eu estou tão carente. Mas já já passa. Hoje é quinta e não vou atender o telefone desses caras. Para a maioria só tem uma vez. É bom que fique claro. Hoje é quinta e eu queria só um afago.


Escrito por Marcelo Cia às 13h34 Comentários Envie

25/07/2007

25/07 - Trilha
Antony vem. Ainda bem.

:: River of Sorrow

There is a black river
It passes by my window
And late at night
All dolled up like Christ
I walk the water
Between the piers

Singing
Oh
River of sorrow
River of time, river
River of sorrow
Don't swallow this time

For we all know the baby has expired
Long ago she was pulled from the mire
And no precious liar or well-wisher
Can return the love that was stolen

Oh
River of sorrow
River of time, river
River of sorrow
Don't swallow this time

Can you see the light
At the end of the dark passageway
Take me wit you towads this light
Into the darkness passing over the faces in the river
Hear me!
I'm whispering in your ear!

Oh
River of sorrow
Oh, river of time
River of sorrow
Don't swallow this time

Oh
River of sorrow
Oh, river of time
River of sorrow
Don't swallow this time


Escrito por Marcelo Cia às 12h22 Comentários Envie

25/07 - Reciprocidade
A tarde começava. Ele nem tinha almoçado ainda. Chovia. Estava frio. Não muito. Mas frio. Ele estava bem vestido. Gostava do frio exatamente por isso. E por outras, claro. Gostava de dividir sua cama. Mas neste inverno ela passou muito mais tempo abrigando apenas um corpo. O dele. Não que ele não fosse atrás. Tinha ido. Mas não encontrava. E quando encontrava, dispensava antes do sono chegar. Neste inverno ele estava mais chato mesmo. Consigo e com os outos.

Naquela tarde chuvosa, de tédio, cafés e cigarros, seu celular tocou e não identificou o número. Ele odiava atender. Mas atendeu. Não era nada. Apenas sua querida faxineira precisando fazer umas comprinhas. Ele saiu na chuva mesmo, era pertinho, para levar o dinheiro para as compras. Desceu as escadas e viu um moço que reconheceu apenas no segundo olhar. Sorriram, ambos. Ele passou. Assim como a chuva.


Escrito por Marcelo Cia às 11h06 Comentários Envie

23/07/2007

23/07 - Online
Depois de sei lá quantos anos me rendi ao Orkut. Nunca fiz meu perfil por pura preguiça. E também por ser reservado o suficiente para achar que já me exponho demais escrevendo. Escrever é sempre se expor. E muito. Mas minha amiga Nina Lemos me convenceu. Sem tentar convencer, claro. O argumento dela é simples e mordaz: você já deve ter perdido muitos contatos por não ter seu perfil. Disse.

Aí fiz, não doeu nada. Nada. Meus primeiros amigos: André Fischer, Nina Lemos, Renato Crestin e Clarah Averbuck.

Para quem interessar possa, o perfil tem só duas horas e pode ser acessado neste link.


Escrito por Marcelo Cia às 13h42 Comentários Envie

16/07/2007

16/07 - Meu amigo Ney
A vida é bela. Poderia ser mais, é verdade. Mas é bela mesmo assim. Difícil manter o bom humor em uma segunda-feira chuvosa como essa. Mais difícil ainda depois de um fim de semana tão animado quanto foi esse, no Rio de Janeiro, ensolarado, cheio e ainda mais lindo. Mais difícil ainda por me dar conta que não consigo organizar minha vidinha ordinária-burocrática, e que minhas férias correm risco por isso. Por mim. Mas estou de bom humor mesmo assim. E tô achando que a vida é bela apesar de tudo. Ou melhor, tô achando tudo isso porque conheci um ídolo sem querer. O Ney Matogrosso. Eu sempre dizia que ele era um cara que eu gostaria muito de entrevistar. Mas não em coletiva ou em um corredor qualquer. Sempre quis entrevistá-lo de verdade. Acho ele tão subversivo e tão talentoso - ah, isso todo mundo acha. Eu queria perguntar coisas que nunca perguntaram a ele. E eu acho que ele iria gostar também dessa conversa. Talvez role para a Junior qualquer dia desses.

Voltando. Estava atrasado para a ponte-aérea na última sexta-feira. E o Ney também. Perdemos o mesmo vôo e entramos na lista de espera juntos. Ficamos ali do lado do balcão esperando uma resposta, um do lado do outro. Eu fiquei na minha, afinal aeroporto é um local sempre estressante. Mas ele estava tão tranqüilo que daí acabamos conversando amenidades. Contei a ele que estava indo ao Rio para ver o Boy George na The Week. Ele queria saber como era a The Week - disse que já tinha ouvido falar do clube paulistano - e eu expliquei que a do Rio estava aberta há uma semana e que eu não tinha ido ainda. Rimos um pouco e ambos conseguimos embarcar juntos. Daí sentei ao lado dele no avião. E ele estava bem fofo, sorridente. Discretérrimo. Mas querido. Usava uma mala preta Armani (ah, deixa eu ser fútil vai), um jeans seco, uma jaqueta prateada de nylom. E estava bem bonito, como sempre foi e será.

E trocamos alguns fervos na curta viagem - brincadeirinhas, nada sério. No final, já aterrisados, ele perguntou se eu iria direto para a The Week. Eu respondi que não, pois precisava fazer uma "pele", afinal Boy George merecia. Ele, claro, entendeu e sorriu. Apesar de fã, não tive coragem de pedir uma foto, nem mesmo de entregar meu cartão, meu e-mail, qualquer coisa. Ele nunca vai se lembrar de mim, mas bobagem. É uma boa história para eu contar. Minha mãe vai adorar.


Escrito por Marcelo Cia às 15h09 Comentários Envie

12/07/2007

12/07 - Los Três
Vou para o Rio neste fim de semana. Vou ver Boy George, conhecer a The Week, passar na Moo, ver alguns amigos. Vai ser divertido.

Na foto, eu no meio de Marcelle e Serginho, meus amigos de ouro, na festa da Nokia que rolou na quarta.



Escrito por Marcelo Cia às 16h17 Comentários Envie

12/07 - O Dia Seguinte
A maioria dos amores não resiste ao café da manhã. Era isso que ele repetia, como mantra, para si e para todos. De fato, poucos na sua vida resistiram ao café. Da manhã, da tarde ou da noite.

Dia desses ele foi a uma reunião e sua interlocutora reclamava do monitor queimado. Ela havia comprado um com tela de cristal líquido e ele não agüentou um ano em uso. Foi para o conserto. A empresa orçou um preço alto, maior do que se ela comprasse um novinho na loja. Ela pediu para joga-lo fora e comprou outro. 

Então se lembrou de quando era criança lá nos anos 80 e a mãe falava em tom exasperado que no Japão não se consertava nada, porque era mais caro o conserto que um novo. E que no lixo podiam ser encontrados aparelhos de TV e até geladerias quase novas. E lembrou-se também de um namorado que teve há pouco tempo. Um dos que resistiu ao café da manhã. Resistiu e foi ficando. No terceiro mês o sexo começou a ficar meio chato, monótono. Precisavam dar uma invertida. Um ajuste aqui, uma conversinha ali e já resolveria. Mas nem deu tempo. Deixou de atender os telefonemas do moço. Estava com preguiça de conversar. Deu preguiça consertar.


Escrito por Marcelo Cia às 11h26 Comentários Envie

11/07/2007

11/07 - Sair do armário é constante
Na terça-feira, 10/07, rolou a abertura da Verbo, festival de performances que a Galeria Vermelho realiza pelo terceiro ano consecutivo. Ricardo Oliveros foi um dos convidados da abertura. Ele apresentou sua "Saindo do Armário". Eu fui ver. E fiquei passado. Pela coragem de Oliveros ao despir-se (e eu não estou falando apenas em tirar a roupa) e pela forma festiva que o moço conseguiu levar sua apresentação de uma hora - sem cansar. Sem cabecismos maiores. Sem aquele ar arrogante de arte ultra-moderna, conceitual e hermética. Sem nada dos vícios chatos, das fórmulas prontas, do gueto da arte. Ricardo é mesmo um caso bastante atípico. Seu trabalho vai de curador de arte a jornalista de moda, passando por promoter - da bem sucedida Freak Chic do D-Edge - e artista. Além de ser presença querida em qualquer pista, em qualquer festa boa de São Paulo. As vezes de peruca, as vezes de terno, nunca comum, jamais ordinário.

Eu acabei participando da performance. Era assim: 10 ou 12 pessoas escolhiam a roupa que o fofo usaria, a música que ele dançaria e contavam um segredinho para o performer. Eu fui um dos 12. Oliveros vestia-se com as peças escolhidas, soltava a música e dava um jeito de encaixar o segredo em sua performance. "O duro é dar sentido a tudo isso", disse ele minutos antes da apresentação.

A música que eu escolhi está aí no fim do post. É linda. É do Hot Chip. Uma das paixões que divido com Ricardo.

Calçada
Já na Dida. Falávamos de Maysa - a biografia que está mexendo com o Serginho e com minha mãe - falávamos que ninguém mais é daquele jeito. Ninguém mais causa tanto, quebra tantos paradigmas, se joga de cabeça do jeito que Maysa se jogava. Ninguém mais dança como maluco, ninguém mais lambe o chão. O politicamente correto está acabando com a espontaneidade. Erika fez o contraponto. Lembrou de RoRo e do Ricardo. "Depois do que Ricardo fez hoje, qualquer coisa é possível. Pode-se fazer qualquer coisa. Ele foi tão corajoso". E ela tem razão - mais uma vez, aliás.

:: Hot Chip - Just Like We (Breakdown)




Ricardo com a roupa que eu escolhi


E no fim da performance, quando eu o agradeci


Escrito por Marcelo Cia às 11h49 Comentários Envie

06/07/2007

06/07 - Oh Harry
Cheguei atrasado, pouco, mas consegui assistir "Harry Potter e a Ordem da Fenix" na manhã desta sexta-feira. Na entrada, um jornalista amigo perguntou: mas o que alguém do Mix Brasil faz em uma cabine do Harry Potter? Eu, ainda sonolento, soltei: o mundo gay também é mágico, meu bem.

Entramos juntos na sala de cinema para assistir ao filme. Sou muito mais fã que crítico. Não consegui olhar com outros olhos. Por isso, melhor escrever sobre o quinto filme de Harry Potter aqui no blog. O filme é o quinto da trajetória do bruxo - quando terminar, serão 7. Ele conta a história da Ordem da Fenix, grupo criado pelo professor Dumbledore antes de Harry nascer para combater as forças de Voldemort e seus Comensais da Morte. A Ordem está sendo montada mais uma vez, já que o Lorde das Trevas tomou forma. É um espécie de exército de bruxos do bem (a Fenix) contra os do mal (Comensais). Mas o bem e o mal ganham contornos menos definidos desta vez.

Além do retorno da Ordem, outro exército começa a se formar. É a Armada de Dumbledore, grupo de alunos unidos em torno de Harry, Rony e Hermione que aprendem a se defender das artes das trevas. No meio de tudo isso, Harry e seus amigos entram na fase brava da adolescência e uma crise de poder no Ministério da Magia deixa Hogwarts em pânico.

A trama é bem intrincada, cheia de histórias paralelas, que convivem bem no livro mas que somem no cinema. O diretor optou por uma adaptação bem enxuta, focada na ação. Somem as tomadas grandiloquentes, aquelas de tirar o fôlego nos quatro filmes anteriores. Sobra um clima bem mais pavoroso e excitante. A história deixa a inocência de lado para focar em temas bastante espinhosos como a morte, o bem e o mal - que aparecem relativizados neste quinto episódio -, e o terror, o medo. Desde a primeira cena até a última, o clima do filme é tenso, escuro. A trilha ajuda a criar o efeito "Sexto Sentido".

É um bom filme, uma boa adaptação, ainda que com tomadas não tão impactantes quanto as do quarto episódio (O Cálice de Fogo). Tanto quanto o livro, este quinto episódio é uma transição entre as quatro primeiras histórias e as duas próximas (O Enigma do Príncipe e a Insignias Mortais). Ao mesmo tempo que fecha com a fase inocente dos personagens, abre questões cruciais - e bem adultas - que só serão resolvidas no fim. A principal é a dúvida sobre Harry ser ou não o "escolhido" para enfrentar Lord Voldemort.

Fui curioso para ver o primeiro beijo de Harry. Mas nessa o diretor falhou feio. Ficou bem sem graça. A descrição no livro é bem mais emocionante. Ah, e a Belatriz Lestrange, terrível comensal da morte, arrasa neste quinto filme. Nos próximos ela tem função decisiva. O filme estréia dia 11 de julho nos cinemas do mundo inteiro. O último livro da série chega às bancas - em inglês - no dia 17 de julho. Em português ele só chega em novembro, no dia 10. Até lá eu vou tentar descobrir o porquê amo tanto essa história.


Belatrix Lestrange, meio Mãos de Tesoura né.


Escrito por Marcelo Cia às 14h20 Comentários Envie

05/07/2007

05/07 - Tocadisco
Tô cansado. Fisicamente, quero dizer. Está difícil dormir. Cabeça a milhão. Odeio falar que é muito trabalho. Mas é verdade. O que consola é saber que minhas férias começam no dia 1o. de agosto. Há cinco anos não tiro férias. Mas resolvi estar fora no dia do meu aniversário de 30. Antes e depois também, claro. Faço no dia 13. Sou leonino. O que é fácil perceber.

**

O DJ Tocadisco é tudo. Ele toca em São Paulo daqui a pouco. Nesta quinta, no D-Edge. Eu vou. E amanhã pela manhã vou feliz ver o novo filme do Harry Potter. Feliz mesmo. Amo o bruxinho, li todos os livros, acompanho o blog, as notícias. Enfim, fã. E ser jornalista tem essas vantagens. A gente vê antes.

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Sobre esses textos que estou escrevendo aqui no Blog nos últimos dias, tenho recebido alguns e-mails com dúvidas. Respondo aqui as mais comuns. Essas histórias não necessariamente aconteceram comigo, mas, sim, partem de minha experiência. Não estou down, apenas escrevo o que observo, e da forma que apreendo. É parcial, portanto. Uns dizem que ando muito preocupado com relacionamentos. Sim, deve ser a crise dos 30. Se estou solteiro? Sim, com prazer.

Sobre os comentários. Tenho gongado alguns. É simples. Se não tem nada para acrescentar, rala. Bye. Ofensas são lidas, mas não vou incomodar meus queridos publicando-as.

**

A The Week abre na sexta-feira, no Rio. Estava na hora mesmo da cidade ganhar um clube deste porte. Eu não vou à inauguração. Mas meus amigos todos vão. Daqui do Mix vão 3. Serginho também vai. No fim do ano é a vez de Florianópolis ganhar sua The Week de verão. Outra cidade que merece um mega-clube.

**

Já em São Paulo esse fecha-fecha de clubes está me deixando puto. O Ultralounge já foi. Agora o Glória? Se Rio e Florianópolis - ambas lindas, cheias de praias - merecem, o que dizer de São Paulo? Aqui não tem praia, não há válvulas de escape além da noite. Por isso a cena aqui é giga. Mas se não cuidar, vai diminuir. E a gente, fica como?

**

Ah. I Love Marcelona.


 


Escrito por Marcelo Cia às 20h50 Comentários Envie

04/07/2007

04/07 - Homem de 40
Ele já tinha mais de 40. Poderia ter 30 ou 50. Tanto faz. O que importa é que já tinha passado por tantas. Décadas. E, claro, continuava disposto a passar por tantas mais. Certo também é que nessas "tantas" que passou, nada lhe pegou tanto como a última. Ou o último, melhor dizendo. Super companheiros, eles formavam um casal feliz. Já tinham passado por tantas que, aparentemente, nada os derrubaria. Mas derrubou. E não foi uma traição. Longe disso. Já tinham passado por essa. Também não foi falta de tesão. Isso eles tinham de sobra. Foi a temida pergunta dos 10 anos. Sabe qual? É que um deles resolveu responder a tal pergunta: será que eu quero passar os próximos 10 anos com esse cara? É uma pergunta que se faz muito quando se chega aos 30, depois aos 40... Nessas etapas que nós mesmos criamos. E a resposta era não. Ele não queria. O cara de 40 sofreu as conseqüências da tal pergunta na pele. Levou um pé na bunda federal. Chorou. Muito. Mesmo. Mas se levantou. Ele já tinha passado por tantas. Essa era só mais uma.



Sessão resgate: com cabelo, no Vegas, em 2005


Escrito por Marcelo Cia às 12h01 Comentários Envie

04/07 - Pinta (dos antigos)
O autor de novela Aguinaldo Silva disse em uma entrevista antiga (só não me lembro onde foi publicada) que todo gay dá pinta. Uns mais, outros menos, claro. Mas que todos dão. Eu concordo. E acho a pinta gay um charme. O mais engraçado de ser gay é poder dar aquelas reboladinhas na pista de dança. O humor característico também é ótimo. Comprar a camisetinha que aquele cunhado careta jamais compraria é chique. Abusar das regatinhas. Falar gírias que só seus amigos conhecem. Usar calça baixa com o elástico da cueca aparecendo. Dar pinta, enfim.

O contrário disso tudo é muito chato. Manter a tão exigida discrição requer doses cavalares de re-enrustimento. Ficar segurando a onda quando toca aquela música que você ama. Falar mais grosso que o normal. Odiar com todas as forças do universo estar no mesmo ambiente que aquele moço que adora falar tudo no feminino. Dizer-se "fora do meio". E, pior de tudo, acreditar que os pintosos são culpados pela homofobia social.

Cansei de ouvir comentários extremamente preconceituosos desses que se acham discretos. Tipo quando alguém é espancado por pit-boys e o coitado diz: "ah, mas deveria estar dando pinta, aí apanha mesmo". Rola uma isenção mental: o sujeito acha que não dá pinta e acredita que isso o deixa imune a qualquer tipo de preconceito.

**

O pior é quando esse tipo de preconceito vem da militânica, que já chegou a fazer manifestos contra personagens gays afeminados da TV. Lembra do Uálber? Aquele fofo personagem de Diogo Vilela na novela Suave Veneno? Quantos gays você já encontrou por aí do tipo? E o Ubiracy? Aquele carnavalesco de Senhora do Destino. O Ubirabicha. Eu conheço uns 4 ou 5 parecidos. Claro que não é toda a militância que tem ojeriza de afeminados. Apenas alguns equivocados.

**

Por isso gosto tanto do Antony Regarty, vocalista do Antony and the Johnsons; uma coisa híper feminima e que usa isso na sua própria música. Também amo os meninos do Dangerous Muse, que dão uma pinta bem contemporânea. E as montadas queridas. Todas as coloridas. São expoentes de uma ultra-pinta. De uma cultura queer que confere autenticidade à cultura gay. Da mesma forma que os leathers, os ursos, os musculosos, ativistas e todos os grupos, clãs, subgrupos menores e não menos importantes.

Você pode não ter vocação para a pintosidade máxima, mas libere a pintinha que existe dentro de você e deixe esses gays caretas dentro do novo armário que inventaram para si.

Vá ser feliz, bee. Bj.


Escrito por Marcelo Cia às 12h00 Comentários Envie

03/07/2007

03/07 - Micro-teste

O que fazer quando seu inseparável amigo começa a namorar?
a. chorar
b. fingir que não está com ciúmes como forma de incentivar o namoro
c. procurar um namorado também - e rápido
d. ligar para aqueles amigos do mal e fazer maldades com eles
e. render-se a qualquer cantada só para não passar o sábado assistindo Zorra Total
f. todas as anteriores

Acho que é f mesmo


Escrito por Marcelo Cia às 13h42 Comentários Envie

02/07/2007

02/07 - Don't Ask, Don't Tell
Sim, eu sei que você dá suas escapulidas. Eu também. Somos homens. Você sabe. Todos sabem. E já passamos da idade de acreditar no amor meg ryan. Tá, eu sei que você dá suas voltinhas por aí. E eu viajo bastane, trabalho muito... Nem sempre consigo te dar a atenção e o tesão que você precisa. Você também as vezes me truca. E eu acho até saudável que seja assim.

Tá, eu sei que por aí é só mais uma gozada. Só mais um corpo. Sei que você nem pergunta o nome deles. E sei que você vai voltar para casa e  dormir comigo e que nada mudará entre nós. Sei que sua agenda telefônica jamais terá o telefone deles. Pau não tem telefone, aliás. Apenas números, que você sempre classifica por centímetros. Tá, eu sei que você gosta de mim. Que eu sou único. E sei que o que existe entre nós não será substituído por essas festinhas de quartos fétidos. Mas sei que você precisa passar naquele quartinho escuro de vez em quando. Ou naquela praça. Ou naquele site. Normal. Eu também dou as minhas.  Você deve imaginar que sim. Mas não acredite, só imagine. Não vou te perder por isso. Quantos caras especiais como você apareceram na minha vida? 4, 5... Não passou disso. Na sua não deve ser diferente. É olha que já rodamos bem, bastante. É raro mesmo. Por isso não vou te perder. Prefiro você e o resto do mundo que só o resto do mundo sem você. A gente se adora, não é?

E então, combinemos: não me conte. E eu não te pergunto nada, nunca. Promete? Você também não pode me perguntar nada. Nadinha. Promete? Não fale. Não pergunte. Taí uma política que nos protege. Assim posso continuar fantasiando que você é só meu. E você pode continuar acreditando que eu estarei dormindo na nossa cama tranquilamente enquanto seu corpo gruda com outro em algum quartinho fétido por aí. Acredite. Pode acreditar.




Foto velha, no Berlim:
já que o Santiago falou que foto aumena audiência


Escrito por Marcelo Cia às 14h03 Comentários Envie


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