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19/11/2007

19/11 - Von Iva
Estou amando a banda Von Iva. É super under, indie, o adjetivo que você preferir para indicar o que é pequeno. O que importa é que as meninas, 3 moças que parecem - e apenas parecem - patricinhas - fazem um som de gente grande. O vocal de Elizabeth é poderoso, uma mistura de Beth Ditto com Amy (exagerei, eu sei, mas é bom). Enfim. Tire suas conclusões. Basta clicar aí no link em negrito e ouvir duas das músicas das meninas. Depois diga se gostou ou não. Se quiser, claro.

:: Guise

:: LaLa


Escrito por Marcelo Cia às 16h53 Comentários Envie

16/11/2007

16/11 - But You're Bringing Me Down
São dias chuvosos. E eu os amo. Gosto do cinza de vez em quando. É melancólico. Meio down. Introspectivo. E nada disso é ruim se bem aproveitados. Mas nem é sobre isso que quero falar. Desde o show do LCD Soundsystem em São Paulo, na última terça-feira, a música New York I Love You, que fechou a apresentação, não sai da minha cabeça. Na voz de James Murphy, inacreditável, ou na voz de quem quero ouvir. Sempre.

Ouça.
:: New York I Love You But You're Bringing Me Down
New York, I love you but you're bringing me down
New York, I love you but you're bringing me down

Like a rat in a cage, pulling minimum wage

New York, I love you but you're bringing me down

New York, you're safer and you're wasting my time
Our records all show you are filthy but fine
But they shuttered your stores when you opened the doors
To the cops who were bored once they'd run out of crime

New York, you're perfect don't, please, don't change a thing
Your mild billionaire mayor's now convinced he's a king
And so the boring collect, I mean all disrespect
In the neighborhood bars I'd once dreamt I would drink

New York, I love you but you're freaking me out

There's a ton of the twist but we're fresh out of shout
Like a death in the hall that you hear through your wall

New York, I love you but you're freaking me out
New York, I love you but you're bringing me down
New York, I love you but you're bringing me down

Like a death of the heart. Jesus, where do I start?
But you're still the one pool where I'd happily drown


James Murphy: I Love You


Escrito por Marcelo Cia às 17h22 Comentários Envie

14/11/2007

14/11 - Café para dois
Para gostar de alguém é preciso querer. Estar disposto. Tem gente que diz o contrário. Que essas coisas acontecem a gente querendo ou não. Acho uma besteira. A gente só se apaixona quando quer. É sempre um risco. Mas é que as vezes é preciso arriscar-se. Não tem jeito. Fica tudo muito chato sem eles, os riscos. E, vai, sem amor tudo é tédio.


Escrito por Marcelo Cia às 19h11 Comentários Envie

12/11/2007

12/11 - Uma bicha que me carregue
Tenho um amigo. Tenho vários. Mas vou contar um trecho de conversa que tive com um deles no fim de semana. Ele estava dizendo que passava por uma fase meio homofóbica. Não, ele não tem raiva nem ódio de gay. Não só por ser um, mas também por ser daquele tipo super bonzinho, quase inocente. Daqueles que não ficam com raiva de nada nem ninguém. O "homofóbico" era referência a sentir-se algo deslocado em clubes gay. Ele está achando tudo meio chato nesses clubes e festas. Ele não se coloca. Não usa nem E, nem Di, nem K, nem nenhuma outra letra deste particular abecedário. Daí que está preferindo lugares mais héteros. Diz que há menos carão e que tem ficado com caras incríveis. Sem mais blá blá blá, a conversa terminou com a seguinte frase, uma pérola: prefiro um hétero que me coma que uma bicha que me carregue. Hihi. Infame, mas não resisti.


Escrito por Marcelo Cia às 12h14 Comentários Envie

09/11/2007

09/11 - Dear Miami
O Juliano já tinha me dito que o álbum da Roisin Murphy era incrível do começo ao fim. Ele me mandou um link para ouvir. Ouvi uma ou outra música, achei legal e esqueci. Daí fui viajar no fim de semana com meus amigos e o Rian ficou me mostrando tudo. Passei a adorar as músicas todas. Viciei. Então ouça Dear Miami clicando aí no link abaixo em negrito. Vale para você se animar e se jogar nesta sexta-feira no seu clube preferido.

Ouça Dear Miami
Behind these walls
You can be so self-absorbed
Behind those eyes, no disguise
Disguise, no you can't disguise
Behind this fortress of an address
Stuck in the passion void
With a little style full and for a while
But you can't turn back time

Dear Miami
You're the first to go
Disappearing
Under melting snow
Each and everyone
Turn your critical eye
On the burning sun
And try not to cry

Strictly rolling V.I.P.
Strictly rolling V.I.P.

We got it all
The empire ever falls
We got all control, untold power to
Do what we wanna do
We got the moves
But there's nothing left to prove
There's only stardust memories
We can make come true

Dear Miami
You're the first to go
Disappearing
Under melting snow
Each and everyone
Turn your critical eye
On the burning sun
And try not to cry

Dear Miami
You're the first to go
Disappearing
Under melting snow
Each and everyone
Turn your critical eye
On the burning sun
And try not to cry
Merry-go-round again
A carousel
Passionate raid
An escapade

Strictly rolling V.I.P.
Strictly rolling V.I.P.
Strictly rolling V.I.P.
Strictly rolling V.I.P.

 


Foi o Rian que fez!


Escrito por Marcelo Cia às 11h56 Comentários Envie

08/11/2007

08/11 - Só para deixar avisado
Enfim a JUNIOR#2 foi liberada. Nesta quinta-feira, 08/11, 7 dias depois dos meus planos iniciais, as últimas prints foram assinadas para a gráfica. Aí dá aquele friozinho na barriga. Quase chorei quando saí do escritório de arte (a JUNIOR não é finalizada aqui na redaçandras do Mix). É quase um parto mesmo. Uma história que começa baseada em uma inspiração, um desejo de comunicar algo, uma imagem, uma lembrança e que vai tomando forma à partir dos colaboradores, da equipe, da vida real.

Parece que eu tô poetizando. Mas nem é. É que a gente não quer fazer Veja. Não quer preencher template. Não queremos ser óbvios. Não quero colocar uma chamada imbecil na capa, só para vender. Tipo: conquiste seu tanquinho antes do verão estourar. Ou algo do gênero. Nossa opção editorial é outra. Idéias boas acontecem no mundo inteiro e a JUNIOR pode trazê-las, expô-las e, claro, produzi-las. E eu acho que estamos conseguindo. Neste número ganhamos mais um caderno e uma montanha de colaboradores. A primeira foi a fórceps, a segunda deu prazer. Na terceira em diante vamos tirar onda.

Neste segundo número fui inspirado principalmenete pelo amor. Não aquele amor romantizado, hollywoodiano. Ordinário por fazer a gente perder tanto tempo da vida acreditando que existe. Mas o amor real. Que é mais lindo ainda. Porque, simplesmente, existe. E existe mesmo viu. Ele, o amor real, aparece em quase toda a revista, aqui e ali. Não de maneira crua, clara, mas como inspiração. Está em um toque. Em uma frase, em uma ou outra entrevista. Outra inspiração é o Segredo da Casa. Invenção do André. Que ele explica muito bem no editorial. De fato a gente tem uns segredinhos para revelar. Hihihi. Aquela forma que só a gente sabe fazer. Uma equação, por assim dizer. Que exclui a pretensão boba e valoriza a sinceridade. Não dá para ser diferente. Seria mentiroso de nossa parte. E não somos mentirosos. Ao contrário. Bem. Se você chegou aqui já percebeu que estou meio emotivo com a entrega da revista. E também deve entender que tenho motivos de sobra para isso.

Aí que fiquei maluco com um editorial fotografado no Rio. Ricardo, Fernado e o Léo - que é outra inspiração. Hihihi. Era para ter 6 páginas. Virou 12. Só por ser brilhante. Muito mais que minhas expectativas. Outro desbunde foi a junção do Higor com o Emílio no editorial fotografo em uma mega-piscina vazia. Aí ontem chegou a revista FFW Mag, do Paulo Borges, com um editorial de verão fotografado.... em uma piscina vazia. Sinal de que tem mais gente por aí pensando como nós. Fugindo do óbvio. Bem, tenho mais a dizer... mas já escrevi demais.


Essa é uma das imgens da nova JUNIOR.


Escrito por Marcelo Cia às 17h33 Comentários Envie

07/11/2007

07/11 - Desconexão
Estou adorando o personagem Bernardinho, o gay da novela Duas Caras. Tô vendo bem pouco a novela, é verdade, mas acompanho tudo pela internet no dia seguinte. E também tô lendo o blog do Aguinaldo Silva, um cara que admiro há muito tempo - sabe que ele era do Lampião né, a primeira publicação gay deste país. O Aguinaldo parece ter um carinho especial por este personagem. Pois bem. Daí a revista Veja fez uma matéria falando sobre Bernardinho, publicada no último domingo. Diz que não se fazem mais novelas no Brasil sem um personagem gay. O que é bem verdade. Diz também que os ativistas estariam odiando o Bernardinho. O que, se for verdade, é de uma desconexão completa com a realidade. A matéria da Veja traz aspas do autor da novela, dizendo que pessoas se apaixonam por pessoas - desconsiderando rótulos como gay, lésbica, pan, trans e tais. O que eu também acredito piamente. E um ativista ouvido pela mesma matéria, um cara que eu admiro, critica o personagem porque ele daria a impressão de que há conversão para gays, já que ele se apaixona por uma mulher na história - a drogadita da estrela Dália. Bem, o ativista não responde pelo "ativismo" nacional. Há várias correntes de pensamento dentro do movimento gay organizado no país. Mas esta opinião publicada reflete um certo distanciamento dos ativistas em relação aos gays da vida real. E esse problema, salvo um ou outro grupo, é geral. Uma falta de sensibilidade, por assim dizer. É claro que gays podem eventualmente se apaixonar por mulheres. Oras. Quantos de nós já não se apaixonou? E, acima de tudo, que graça tem sair do armário, assumir que é gay e entrar em outro armário, o de ser gay e não poder mudar, não poder abrir novas frentes, novas possibilidades. Eu tenho ojeriza a qualquer armário. Ao armário do enrustimento, aquele que conhecemos tão bem, do cara gay que finge ser hétero, tenho nojo, mas compreendo. Já o armário do gay radical é ainda mais nojento. Daqueles que acreditam que não há bissexualidade, que não existem outras possibilidades, que uma vez gay sempre gay. Que radicalizam o sexo e as relações interpessoais, que se fecham no universo gay e não saem dele para nada.... É um armário pobre. E quer saber? Eu acho que gays podem sim se apaixonar por mulheres. A vida real não é um rótulo. Ainda bem!


Escrito por Marcelo Cia às 20h05 Comentários Envie

06/11/2007

06/11 - Blogar é difícil pacas
Tô super longe deste blog. E é porque estou super imerso na Junior#2. Tinha que ter colocado a dita cuja na gráfica na última quinta-feira, pré-feriado. Mas nem deu. Super atrasou o fechamento e estou aqui ainda, nesta terça, fechando os últimos detalhes. Mas o que importa mesmo é que está linda. Vai dar vergonha da número 1. Ainda que me matem por ter dito isso. É que todos os envolvidos estão mais seguros neste número. E isso é sensível. Cortamos uma coisas, pegamos mais pesado em outras. E ganhamos mais um caderno. Tudo muito bom, mas dá um trabalho hercúleo.

Sabe que quando me formei, há quase 10 anos, queria trabalhar em uma revista gay. A Sui Geneneris existia, mas era carioca e estava no seus últimos dias. A g estava no começo. Aí que hoje existe a Junior, o mercado dá sinais de aquecimento. Não é boom gay como dizem por aí. Boom é perigoso, não pé no chão, parece coisa de paraquedista que não conhece bem este delicado mercado a que pertencemos. Mas beleza. Vamos lá. A Junior está linda, chega às bancas no dia 20 - pode me xingar por ter atrasado dois dias, prometo que acerto nas próximas.

Beijos. Já volto!


Escrito por Marcelo Cia às 16h22 Comentários Envie


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