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29/02/2008

29/02 - Comichão
Sexta-feira chuvosa. Dá tanta vontade de ficar em casa. De puxar o edredon e dormir sem acordar. Mas daí vem aquele comichão. Sabe-se lá de onde. Aquele que empurra. É assim toda sexta. E eu sempre digo que estou enjoado do circuito. Mas quando vejo já estou nele. Fazendo tudo igualzinho. Dias de chuva como esse me dão um ar meio entediado - e entediante. É verdade. Mas é sexta. E a gente nunca sabe como ela pode terminar... Talvez seja esse o tal comichão que empurra.


Escrito por Marcelo Cia às 17h53 Comentários Envie

29/02 - Dormi
Não sei se estou trabalhando muito. Se estou dormindo pouco. Mas nos últimos dois dias tive momentos de sono incontroláveis. Na primeira vez dormi dirigindo o carro em pela ponte Cidade Jardim. Fui acordado por um buzinaço. No dia seguinte, mais uma vez dirigindo meu carrinho entre uma reunião e outra, pesquei feio e tive que estacionar em um supermercado para dormir 15 minutos. tô começando a ficar peocupado com esses surtos de sono inesperados.


Escrito por Marcelo Cia às 11h55 Comentários Envie

27/02/2008

27/02 - Válvula
Romantismo é escapismo, meu amor. É fantasia. Se vale a pena? O que não vale é passar a vida no mundo real radical sem deixar que a fantasia (romântica ou não) nos coloque escapados em algum ponto qualquer longe deste realismo entediado.

Abaixo, galeria de imagens com grafites do artista inglês Banski. Ainda bem que ele existe



































Escrito por Marcelo Cia às 13h21 Comentários Envie

26/02/2008

26/02 - Bob
Bob Dylan vem. Eu não vou vê-lo não. Gosto, mas não me emociona. Vou ver o filme. Mais por Heath Leadger do que pelo Bob em si. Mas não há dúvidas que vamos ouvir falar muito sobre ele nos próximos meses. Então, aqui vai uma música do Bob em cover do Antony Hegarty.

:: Knocking On Heaven's Door

Mama, take this badge off of me
I can't use it anymore.
It's gettin' dark, too dark for me to see
I feel like I'm knockin' on heaven's door.

Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door

Mama, put my guns in the ground
I can't shoot them anymore.
That long black cloud is comin' down
I feel like I'm knockin' on heaven's door.

Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door

ps: o novo álbum do Antony and the Johsons está sendo gravado. É para chegar em março. O nome é The Crying LIght. Tô tentando achar as vazadas para dar aqui, mas nada até agora. 


Escrito por Marcelo Cia às 11h28 Comentários Envie

25/02/2008

25/02 - Chave
A impaciência grita. E se manifesta. Soa fria. E é. Quando um probleminha, pequeno mesmo, aparece, parece mais fácil virar as costas e sair do quarto. Tipo rindo. Tipo nem aí. Mas probleminhas, pequenos e nem tanto, sempre aparecem. Como sabemos. No primeiro, segundo, terceiro. Mês, ano, década. Eles aparecem. Daí que dá vontade de dar tchau. De esquecer que rolaram tantas coisas legais. E de tantas outras que apareceriam. E pensar que a gente já se deu tão bem. Mas a lembrança não parece fazer sentido naquele momento. É como se o tal probleminha sobrepusesse a enxurrada de momentos bons. Apagasse-os. A gente sabe que o probleminha se resolve. E que tudo volta. Tudo mesmo. A gente só tem que esperar o sono chegar e acordar no outro dia. Sem aquele mau humor do dia anterior. Sem a dor de cabeça. Sem a libido baixa que a bomba da sexta-feira deixou. Sem a ressaca.

Imagine se a gente agisse assim no trabalho. Se qualquer briguinha com o chefe fosse motivo para virar as costas e sair da sala sem tentar resolver nada. O sujeito passaria a vida de emprego em emprego, com intervalos entre eles cada vez maiores. Carreira? Não, ninguém que age desta forma consegue estabelecer uma. E acaba que funciona meio assim mesmo. Um namorinho atrás do outro, de três ou quatro meses cada, com intervalos de alguns meses entre eles. Que saco.

Mas agora eu quero respirar fundo. Dormir uma noite em casa. Só para sentir como a cama é grande. E lembrar que ela vira um playground de vez em quando. Basta esperar. A gente conserta tudo.


Escrito por Marcelo Cia às 18h40 Comentários Envie

22/02/2008

22/02 - Disse sim

Obrigado pela graça alcançada

É só acreditar, meu bem...


Escrito por Marcelo Cia às 18h14 Comentários Envie

20/02/2008

20/02 - Ombro


E eles choraram abraçados. Como convém a quem respeita os limites de sua própria humanidade.


Escrito por Marcelo Cia às 16h11 Comentários Envie

20/02 - Vai nego
Tenho o maior carinho por meu cabeleireiro. De verdade. Sei que é bem bicha isso. Mas eu gosto dele mesmo. É o Evandro Ângelo. Querido, super competente. E já me ajudou a sair de umas fossinhas. Além de cortar cabelo de menino como ninguém em São Paulo. É só dar uma passadinha no EV, lá na Augusta 2880, para ver a quantidade de meninos que passam por lá para dar um beijo no rapaz e cortar a juba. Além disso, Evandro é um super parceiro de pista.

Ah sim, e eu pago para cortar, com o maior prazer. Esse post é por admiração pura mesmo, não é jabá. Pode acreditar.


Escrito por Marcelo Cia às 16h01 Comentários Envie

18/02/2008

18/02 - Isso sim é íntimo
Intimidade não é beijar na boca. Isso a gente faz até com desconhecidos. Às vezes. De tantos, nem o nome lembramos minutos depois. Às vezes trepamos com eles também. E o nome fica em algum lugar da memória. Quando lembramos o rosto já está de bom tamanho. E quem liga? Transar nem sempre é um ato de intimidade. Até é, vai, mas pode ser apenas uma intimidade momentânea, passageira.

Intimidade de verdade é dormir junto com o cara. Isso sim. Na cama estamos vulneráveis. Entregues. Intimidade mesmo é quando cuidamos dele doente. Quando ele está todo errado. Todo queimado. E sabe que pode contar com seus cuidados, seus carinhos. Isso sim é ser íntimo de alguém. Dormir e acordar. Entregar-se. O resto é até íntimo, mas nem tanto.


Escrito por Marcelo Cia às 13h14 Comentários Envie

15/02/2008

15/02 - Solta que volta II

Ou deixe ir
Mas olhe para trás de vez em quando
Uma hora ele aparece
É só soltar
Que volta

* micro-texto em homenagem a Wilson Ranieri e seus 28 amigos



Solta que volta I
Deixe ele ir
Vá para o outro lado
Saia
Caia
Levante
E deixe ele prá lá
Nem vale tanto assim
Pense bem
Seus amigos são mais engraçados
Sua cama é mais fofa
Sua punheta é mais libertária
Corra
Na rua
No parque
Na chuva
Nem esquente
Larga o osso
Deixa correr
Desaqüenda
Solta que volta


Escrito por Marcelo Cia às 20h10 Comentários Envie

13/02/2008

13/02 - Paris é só cinza e amor
Paris no inverno tem ruas cinzas. De vários cinzas. As roupas dos meninos também são cinzas. Bem como o céu. Bem como o chão. Paris no inverno é colorida pelo cinza. E é tão linda mesmo assim. As árvores sem folhas verdes. As flores sem flores. O céu sem azul. E o frio que penetra cada espaço deixado pela roupa cinza. E o olhar que vaga sem direção. Perdido. Paris é sempre intensa. Sempre especial. Não se pode passar por ela sem algo mudar. Algo grande. Fundamental. Mesmo que essa mudança só apareça tempos depois. Algo muda. E é para sempre.

Paris é bom para flanar sem rumo. Para deixar o olhar solto. Para sair sem destino. Para perder o tempo. A noção. E, principalmente, para saber o quanto o amor é importante. É o quanto fica sem graça a vida sem ele.


Subindo as escadas do teatro romano em Lyon
(não é Paris, mas essa foto tem mais a ver com o texto)


Escrito por Marcelo Cia às 17h43 Comentários Envie

12/02/2008

12/02 - Crystal Castle em Paris
Na última sexta-feira em Paris enfrentei uma fila giga, um frio de 4 graus e muito vento gelado entrando pelos cantos para entrar no Social Club. O clube é lotado, bem legal, subterrâneo. Mas simples. Uma pista, bar em volta, uma luzes coloridas tipo neón no teto, um palco e só. E lota. E é animado. Aí que no line up tinha show do Crystal Castle. Conhecia um pouco da banda, mas bem pouco. E fiquei maluco depois de ver o show. São só duas pessoas. Uma menina, a vocalista Alice, e o baterista gato Ethan. A dupla é de Toronto e está dominando o mundo indie. Maior sorte poder vê-los por lá em esquema quase-sem-querer. Boa surpresa.

O show é difícil de ser descrito - e eu estou meio com preguiça de fazê-lo - mas vale dizer que a platéia dançou em esquema mosh, com o povo subindo nos ombros das outras pessoas e sendo levadas para cá e para lá. A enérgica Alice também acreditou no fundamento e ficou fervendo na pista. Depois fsocou a parede do teto e tirou gesso (?) dela. Engraçada.

O Social Club não é gay. Mas eles estão lá, claro. E é legal por isso também. Sem essa de gueto. De lá fomos debaixo do frio para o clube gay, o tal Les Bains Douches. Tão chato, tão caído, tão mais do mesmo.... Deu uma sensação de que gay, essa imagem que a gente tem de comportamento característico dos lugares predominantes de meninos, é tão coisa do passado... Tão anos 90. E também reforçou a vontade de sumir do gueto, de misturar, de olhar para frente, de ver coisas novas. E também de namorar. De não desistir fácil... Show bom é assim.

:: Ouça - Alice Pratice - Crystal Castles


Alice, a vocalista do Crystal Castles. Ela podia vir fazer show aqui


Escrito por Marcelo Cia às 14h06 Comentários Envie

11/02/2008

11/02 - Cigarro na pista: uma questão de ò-dor
Eu fumo. E quero parar sempre. Normal, sei o tanto que faz mal. E cada vez mais. Na França não se pode mais fumar em lugares fechados. Nem café, nem restaurante e nem clubes. A lei lá, como sabemos, é lei mesmo e as pessoas costumam cumpri-las. Então ninguém fuma nos clubes e pronto.

Para quem fuma é difícil. Pegar aquele drink e não beber, por exemplo, é quase bater punheta e não gozar. O mesmo vale para aquele momento de timidez em que o cigarro te esconde como ninguém. Na França não pode mais usar o subterfúgio. Daí que ouvi de uns franceses no sábado passado que a proibição ao cigarro estava criando um efeito colateral nos clubes. O cheiro de cigarro que costumava dominar as pistas de lá - tanto quanto domina as daqui - estava sendo substituído pelo cheiro do suor das pessoas. Cêcê puro. E algumas pistas já estavam insuportáveis - a ponto de expulsar seus haitués. É a mais pura verdade. No clube gay Les Bains Douches, uma ex-sauna agora pistinha de 300 ou 400 descamisados, o cheiro impossibilita. Impressionante. Força uma saída pela lateral de cabeça baixa.


Escrito por Marcelo Cia às 16h41 Comentários Envie


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