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31/07/2008

31/07 - Explicando
Na coluna Destaques GLS, da Folha Online, Tino Monetti assina entrevista com este que vos escreve sobre os caminhos da revista JUNIOR. Para quem interessar possa, AQUI

E eu continuo, né!? Claro.

Bem, aqui vão duas fotos que eu amo. A segunda foi publicada na JUNIOR#6, a primeira não. 




As fotos são do Didio

 

 


Escrito por Marcelo Cia às 14h05 Comentários Envie

29/07/2008

29/07 - JUNIOR Fest
Vai rolar mesmo a festa da nova JUNIOR. Vai ser no Vegas nesta segunda-feira. Facundo Guerra, sócio do clube, é um fofo completo. Além de lindo, o que é mais óbvio. Pois bem, a festa marca uma nova fase da revista, que agora tem o clã da House of Palomino com publisher. Engraçado que há um ano estávamos fazendo a festa de lançamento da JUNIOR no Vegas, também em plena segunda-feira. E foi bem divertida. Agora, nesta próxima festa, André Fischer e Erika Palomino vão tocar juntos. Sergio Amaral e Ju Andrade, da House e da Bafonbafu, encerram a noite. Eu vou colocar umas musiquinhas também, não sei exatamente como. E não vai dar tempo de mandar convites por correio, mas a gente quer ver os modelos, colaboradores, leitores e amigos por lá. Marcelona será a hostess, daí que você sabe que ela sabe quem é todo mundo e não precisa de equê de lista nem convite. Basta ser legal.

Como é uma segunda-feira, a festa deve acabar cedo, então também vai começar cedo, tipo 22h. Vá quente, dourado e cheio de boas energias. É isso que estamos (estou) precisando.


Escrito por Marcelo Cia às 12h57 Comentários Envie

29/07 - Baú
Sempre que o fotógrafo Fábio Motta revira seu arquivo encontra uma fotos antigonas minhas. Agora veio essa do Massivo. Deve ser de 2001, 2002.


Escrito por Marcelo Cia às 12h25 Comentários Envie

25/07/2008

25/07 - Em Nome Próprio
Em 2000, 2001, rolou a primeira "onda" blogger. A internet era movida à lenha e os provedores de blogs - e suas ferramentas - bem arcaicas. Contavam com um ou outro fundo, poucas opções de fontes para os texto e as teclas "publicar post" ou "salvar post". Simples. Mas era assim. Com poucos recursos, só quem realmente sabia escrever se destacava. A maioria das páginas naquele momento era tipo diário virtual. Alguns, bem poucos, faziam blogs temáticos. Mais literários ou não. Alguns eram dedicados exclusivamente aos chochos e fofocas - e faziam enorme sucesso. Lembro bem do Gotas de Luxo, um blog colaborativo e anônimo que chochava top clubbers da época de uma maneira quase demoníaca. Lembro também do Barbie Baiana, que fazia algo parecido mas mais leve e bem humorado com o povo que ia à Level. Essa coisa que temos hoje super segmentada - blog de moda, de música, de noite, gay, skate, tênis (!) - não existia.

Só para dizer que lá, nestes anos de 2000, 2001, os blogs da Clarah Averbuck eram destaque absoluto. Seus textos sintéticos, quase taquigráficos, sua intensidade e ultra-exposição abriram caminho para os blogs literários e poéticos. E as editoras logo sacaram que ali havia um novo mercado. O resto da história você já deve conhecer. Clarah veio de Porto Alegre para São Paulo, publicou seus livros e agora tudo isso - blogs + livros - viraram filme, Nome Próprio. Fui assisti-lo nesta quarta-feira, demorei um pouco, é verdade. Mas adorei. O filme é bem ano 2000, e para internet isso é uma eternidade. Leandra Leal arrasa mesmo. É só ela. É só Clarah. Claro que não é a Clarah em si, mas ela - eu garanto - escreve com um verdade no mínimo inspirada pela vida. Não essa vida cotidiana, mas uma vida inventada. Remexida. Por isso, muito mais real que esta ordinária. Temo que muitos não consigam separar. Quem escreve com muita verdade, que se desnuda mesmo, tem uma coragem que poucos possuem. E precisam ser respeitados por isso. O que importa é o que está escrito, não o que é verdade. O que realmente aconteceu pouco importa. Saca?

**

Saudades de tomar uma cerveja com Clarah e Nina na Roosevelt. A gente inventa tanto.


Clarah com cabelo rosa, faz tempo viu


Escrito por Marcelo Cia às 11h48 Comentários Envie

24/07/2008

24/07 - Ufa
JUNIOR foi para gráfica e eu quase chorei. Por vários motivos. Depois conto. Até lá, uma fotinho do Carlos Freire. O corpo é dele, a foto é do Didio.


Escrito por Marcelo Cia às 19h33 Comentários Envie

22/07/2008

22/07 - Festa
Com a JUNIOR prontinha, linda. Eu tou meio morto, querendo minha cama e só. Mas este post é para avisar que vai rolar festinha de lançamento. No dia 4 de agosto. Uma segunda-feira. Então já bloqueie a agenda para este dia. Eu dou as infos aqui nos próximos dias. Vamos dar uma risadas juntos.

Mais uma vez, a festa serve para unir nossos colaboradores com os leitores. Mas esta festa será especial. Marca a união de dois núcleos em torno da JUNIOR, O Mix e a House of Palomino. Tanto é que Erika Palomino e André Fischer vão tocar juntos, em esqueminha back-to-back. Sergio Amaral, da House, e Marcelo Cia, editor da JUNIOR, também tocam. E vai ter pocket showe mais DJs, e dress-code e tudo o que a gente tem direito. Vai ser bem divertido.


Escrito por Marcelo Cia às 13h04 Comentários Envie

21/07/2008

21/07 - PCC e Batman
Batman - O Cavaleiro das Trevas - conta a história de um vilão. Coringa. Vivido com maestria por Heath Leadger. No filme, Coringa é o bandido que tem lá seus motivos para praticar o mal (se você ainda é maniqueísta e acredita no bem de um lado e mal do outro, bem...). E ele, Coringa, o faz de maneira elegante. Sem planos, seu furor não é planejado. Vem da alma. Um bandido romantizado, claro, ainda que verossímel em sua febril loucura. No filme, Coringa exige que Batman revele seu rosto atrás da máscara de morcego. Até que Batman entregue sua identidade, ele matará uma pessoa por noite. E assim o faz. Mata policiais. Tantos que aterroriza a cidade toda. Os moradores, acuados e sem fé na polícia, acabam querendo fugir da cidade, causando mais terror. O medo causa atitudes desesperadas.

Coringa chega ao limite de desacreditar a própria policia, corrupta. E de colocar em dúvida as intenções reais de Batman. A confusão criada pelo medo acaba criando novos bandidos, corruptíveis como os policiais. O enredo do filme é muito, muito parecido com a crise criada pelo PCC em São Paulo. Basta se lembrar... Morte de policias, pressão para o governo recuar. A busca (e depois descrédito) por um herói - na ocasião foi o secretário da segurança pública do estado. Medo, pavor e cidade deserta, acuada. Os vilões, bandidos encarcerados, também não têm rosto. Como um coringa.


Escrito por Marcelo Cia às 13h20 Comentários Envie

17/07/2008

16/07 - Se chegamos aqui...

Ainda no mundo de JUNIOR - ou  eu escrevo sobre ou não tem blog. Então vamos. Ficamos até 4h30 da manhã desta quarta trabalhando na revista. Delícia ver uma mega-equipe junto. Fica muito mais fácil trabalhar assim. Eu, Serginho, André Fischer, André do Val, Érika, Lu Vaz, Andréia Linda, Alan Key, Marilia... Além do Junior em si, que passou de madrugada para me dar um beijo e umas inspirações.

 

Ainda faltando muito para ela ficar pronta, é verdade que já sinto um certo orgulho desta edição. Por vários motivos. Principalmente por um certo amadurecimento, ainda que incipiente, no fazer. Também pela chegada da Érika e seus, os super talentosos. E eles se jogam sem dó quando acreditam em algo. Fazem tudo com energia e quando ela, a energia, acaba, eles continuam.

 

Bom dizer que foi a Érika quem batizou a revista em seus primórdios e que, de certa forma, a revista agora volta a ser feita como era para ser no projeto inicial; uma junção de dois grupos de comunicação que são, antes de tudo, amigos e se entendes, que falam línguas parecidas. O Mix e a House. Estamos só começando.

 

**

 

Fiquei feliz também em ver o Carlinhos Freire na capa da Têtu, um fofo, lindo e bem esperto. Ele é capa da próxima  JUNIOR. Nossas fotos foram feitas pelo Didio no comecinho de junho.


Escrito por Marcelo Cia às 01h14 Comentários Envie

15/07/2008

15/07 - Hermético
Ando atolado da cabeça aos pés com a JUNIOR. Aquele momento de acordar e ir dormindo pensando na revista. Nesta e nas próximas edições. Nunca me enganei pensando que colocar uma revista em pé fosse fácil. Depois de trabalhar tantos anos com meio digitais, onde a resposta é rápida, curta e grossa, fazer revista novamente - meus dois primeiros trabalhos como jornalista foram em revistas, isso em 99, 2000 - é uma experiência e tanto. Começa por entender que trata-se de outro meio que, claro, é super influenciado pela internet, Não dá para ter conteúdo quente (notícias, marcadores, frases) quando sabemos que TODOS os leitores da JUNIOR possuem internet e se informam nela, preferencialmente. Daí que a JUNIOR nasceu com a vocação de ser uma revista que dá preferência a imagens. Neste momento de transição editorial essa vocação é de extrema importância. Depois de 9 anos sem revistas gays de conteúdo não erótico no mercado nacional, é preciso pensar 10 mil vezes qual é o produto apropriado para o nosso país. Não é simples. Nem fácil. Apostar em fórmulas das revistas internacionais é um caminho. Mas sem o DNA brasileiro não faz sentido. Mesmo porque estamos em um país de contrates abissais. E isso também serve para a comunidade gay - nossos leitores, portanto, sofrem com a realidade nacional (e gozam dela) da mesma forma que toda a população. Não queremos uma revista elitista, ainda que toda revista o seja. Esse elitismo óbvio, não dá. Um pouco de crítica (auto?) não faz mal a ninguém, ao contrário, só faz bem. Observar também faz bem. Não dá para viver muito tempo no deslumbre. A realidade é sempre mais dura, e mais forte, que qualquer escapismo. Também não dá para viver muito tempo se olhando no espelho. E achar que esta imagem é válida. Do outro lado um mundo todo de realidades passa. Não notar é, no mínimo, burrice.


Escrito por Marcelo Cia às 15h46 Comentários Envie

11/07/2008

11/07 - Thanx
Tenho 30 anos. Quase 31. E só agora tenho tempo. Só depois. Dá para deixar para lá. Espera o tempo passar. O outro dia chegar. A gente descansar. Agora eu sei escolher. E sei aceitar. Ainda ue tolerar seja um exercício constante. Sei deixar para lá. Amanhã é mesmo melhor. E a gente vai chegar lá.


Escrito por Marcelo Cia às 19h13 Comentários Envie

01/07/2008

01/07 - Botão de Pânico
No ano de 2000, no comecinho, fui buscar meu namorado de então em sua casa. Eu tinha 22 anos. Ele 21, acho. E o pai dele, tadinho, saiu de casa puto com uma arma na mão. Sim sim. Uma arma. E apontada para mim. Meu namorado entrou no carro rapidinho e vazamos. Um mês depois estávamos morando juntos e ficamos assim por uns bons anos. Alguns anos depois conheci outro pai de namorado. Do Rian. Um fofo. Querido e, acima de tudo, bem resolvido. E só agora fui conhecer meu terceiro "sogro". E me senti bem confortável. Mas no final o maluco do meu namorado resolveu me dar um beijo na boca com o pai dele ali, em pé, do nosso lado, olhando. Essa, eu nunca tinha feito.


Escrito por Marcelo Cia às 18h31 Comentários Envie


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