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29/05/2009

29/05 - Sumidinho
Trabalhei muito nesta úlima semana e por isso dei uma sumida daqui. Vou sumir mais um pouquinho, agora para uma micr férias, e volto na semana da Parada Gay. Até.


Escrito por Marcelo Cia às 14h00 Comentários Envie

20/05/2009

20/05 - Geração 00
Jackson Araújo, da agência de tendências Box 1824, dirigiu este vídeo abaixo, uma fusão de imagens que sevem de referência para entender a produção cultural dos meninos e meninas que estão entre 18 e 29 anos. Eu acredito em tudo.

Cosmopolitan Tribalism from box1824 on Vimeo.

 

ps: sabe por que a agência que o jackson trabalha chama-se Box 1824? Pelo que sei, o número faz referência ao povo que tem entre 18 e 24 anos, o principal foco do consumo mundial. Quem passou dos 24 acaba comprando o que essa geração também compra. Então, quem importa são eles.


Escrito por Marcelo Cia às 17h53 Comentários Envie

20/05 - Quase invisível
Hoje chegou mais uma notícia aqui na redação do Mix que parece ser cada vez mais comum: o suicídio de um garoto de 17 anos, estudante da rede pública de Sao Paulo, motivado pelo bullying homofóbico. Ele deixou uma carta a família narrando o horror que passava na mãos dos "amigos" da escola. Nos Estados Unidos e Inglaterra, suicídios de adolescentes (recententemente um garoto de 10 anos se matou por esse motivo) são comuns. Mas ser comuns não os tornam menos horríveis, ao contrário.

Essa é uma realidade quase invisível. Mas eu, você e todos nós gays sabemos bem como é cruel. Tão cruel que eu, você e todos nós costumamos negar (esquecer?) o assédio homofóbico que sofremos na escola. Eu sei que passei por isso. Mas, sinceramente, esqueci. Não saberia narrar nada. Encontrei algum subterfúgio no caminho e ficou nisso. Não sei se algo do tipo aconteceu com você, que me lê, mas saiba que acontece muito e cada vez mais, nas escolas de todas as classes sociais, em todo o mundo. O que fazer em relação a esse horror eu não sei, mas tenho alguma idéia.

Esses adolescentes não vão às Parada (mesmo que fossem, não mudaria sua realidade), também não tem acesso a grupos militantes nem lêem revistas e sites gays para perceberem que não estão sozinhos. Então não tem outro jeito: é preciso ir até as escolas e encontrar esses meninos e meninos gays e seus agressores.


Escrito por Marcelo Cia às 15h54 Comentários Envie

18/05/2009

18/05 - Discípulo da retidão
O deputado Paes de Lira, do PTC de São Paulo, declarou que vai "liderar com orgulho", a lista de candidatos homofóbicos nas próximas eleições em São Paulo. Sim, ele falou isso. Assumiu que é homofóbico. Seria o mesmo que alguém dizer que vai liderar com orgulho a lista de candidatos racistas. Seria o mesmo que alguém dissesse que vai liderar uma passeata contra judeus. Ou o mesmo que dizer que vai batalhar por leis contra mulheres. Entre tantos outros absurdos nojentos. Vale lembrar que este deputado acabou de assumir sua vaga na Câmara. Ele era suplente do finado Clodovil. Isso é: hoje o deputado Paes de Lira ocupa a cadeira que um dia foi do Clô, um gay.

Paes de Lira conquistou 7 mil votos nas últimas eleições. Muito pouco até para uma vaga de vereador, quanto mais de deputado federal. Mas os 493 mil votos de Clodovil o "puxaram" para a Câmara. Quer saber mais? Ele defende "filosoficamente" a pena de morte, que considera "um remédio social", abomina o aborto sob o argumento, "e posiciona-se contra a união civil entre homossexuais "uma vez que a Constituição é clara ao dizer que casamento é entre homem e mulher".

É claro que este discurso me deu ojeriza. Mas eu admiro este deputado por uma razão: ele é um homofóbico assumido. E tem orgulho de ser. São muitos como ele por aí, homofóbicos, só que enrustidos. Por enquanto.


Escrito por Marcelo Cia às 21h06 Comentários Envie

07/05/2009

06/06 - Paradas gays? Oh minha gente, quem ainda vai nelas?
Escrevi uma frase no post abaixo que causou um certo desconforto em alguns leitores. Vou explicá-la melhor: a Parada Gay de São Paulo passa desde sua edição de 2004 por mudanças em seu público e estrutura. Não só nos números, mas (especialmente) no tipo de público e seus objetivos. Deixou de ser um evento militante há bastante tempo. É fato. E nestes últimos anos passou a inchar, virando uma festa pública e gratuita. Assaltos por todos os lados, brigas e colocação sem limites são parte deste pacote, que acabou fazendo gays de fato (o público primeiro do evento) evitarem desfilar pela Paulista neste dia. É cada vez maior o número de pessoas que vai "assistir" a Parada através das janelas dos apartamentos da Paulista ou das calçadas (quando há espaço). É cada vez menor o número de homossexuais na avenida. Tudo por que a Parada, em algum momento, optou pela massa. Em eleger seu bombástico (e inflado) número de participantes como notícia principal. Até agora, há um mês da Parada começar, não há nenhum clube com trio confirmado no evento.

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Algumas empresas que colocavam seus trios na Parada há anos (como o dos sites Disponível e ManHunt) optaram este ano por produzir camarotes no trajeto da avenida.

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A The Week, principal clube gay do Brasil, nem vai passar pela Paulista neste ano. Programou uma festa para 9 mil pessoas no domingo do evento, no mesmo horário da Parada em si, só que do outro lado da cidade.

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Não há problema nenhum em ir à Parada. Longe disso. Quem curte, deve mais é se divertir, pular, pegar e se jogar. Mas não venha com essa que está lá fazendo política. Isso não. Ao contrário, a Parada Gay de São Paulo é um deserviço à comunidade gay real.


Escrito por Marcelo Cia às 19h44 Comentários Envie

05/05/2009

05/05- Os medos de todos nós
Se você lê este blog e gosta (o que é raro), vá no Espaço Unibanco assistir Filmefobia, em cartaz desde a última quinta-feira. O filme brasileiro é focado em fobias (dãããã). Mas vai além em muitos termos. Explora os medos que todos nós temos, fóbicos ou não; mas também oferece novas possibilidades de narrativa ao cinema nacional. Essa narrativa é basicamente documental, mas flerta em alguns momentos com a narrativa ficcional e, sobretudo, com o making of. No final, nada importa _se é ficção, documentário ou mero making of_ o que vale é o que está mostrado/ escrito e como absorvemos essas imagens. E é aí, nas imagens, que Filmefobia conta com seu principal trunfo: a super fotógrafa Chris Bierrenbach (com quem sonho trabalhar um dia), assina a direção de arte e é responsável por inventar todas as traquitanas usadas para atingir os fóbicos mostrados no filme. Uma mente mais que imaginativa, poderosa, a serviço de imagens puras, de terror real.

Devo assumir que sou amigo _nada íntimo_ do diretor do filme, Kiko Goiffman, e admiro por demais seu personagem principal, o diretor de cinema e pensador Jean-Claude Bernadet, uma das pessoas mais corajosas que já vi agir. Por essas e por outras, vá ao cinema ver Filmefobia. No Epaço Unibanco rola até uma exposição de fotos do filme.


Escrito por Marcelo Cia às 17h50 Comentários Envie


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