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30/06/2009

29/06 - Kralho!
Eu, que estou querendo uma vida mais tranquila, tive um fim de semana para lá de absurdo. E nem foi eu quem procurou qualquer estranheza. Mas, no fim das contas, gosto mesmo é disso tudo. Das pequenas e grandes emoções. Dos deslizes. Do que não foi planejado. Esperado. Para mim, só mais uma prova de que querer mudar o que é para acontecer é esforço vão. Coisa de adolescente.


Escrito por Marcelo Cia às 14h17 Comentários Envie

25/06/2009

25/06 - Twittando
Me meti no twitter. Fui um dos últimos, como sempre. Demorei para fazer blog, nunca tive fotolog (eca). Orkut e facebook não me emocionam. Sites de pegação, então, nenhuma paciência. Nunca tive. Se quer saber, nem chat eu entro. Mas acho que do twitter eu vou gostar. Para quem se interessar possa: http://twitter.com/marcelocia.


Escrito por Marcelo Cia às 13h11 Comentários Envie

24/06/2009

24/06 - Sonho é sonho
Hoje eu tive um sonho tão bom, mas tão bom, que fiquei com medo de acordar.


Escrito por Marcelo Cia às 12h13 Comentários Envie

20/06/2009

20/06 - Protesto contra violência na Parada reúne 300 pessoas no centro de SP

Aconteceu no começo da noite deste sábado, 20, um protesto organizado por diversas entidades militantes contra os atos homofóbicos e agressões observadas na Parada Gay de São Paulo, com saldo de um homemm morto em decorrência dos ataques. Uma bomba feriu mais de 20 pessoas no Arouche e uma pessoa atingida permanece internada na Santa Casa.

O protesto uniu cerca de 300 pessoas na esquina da rua Vieira de Carvalho com a praça da República. Dali, a partir das 19h20, discuros de militantes e políticos _o vereador Italo Cadoso e
Luiz Antônio Marrey, Secretário de Justiça de São Paulo_ deram início ao protesto que durou exatos 60 minutos. Uma caminhada da esquina da República até o prédio de onde foi lançada a bomba no último domingo encerrou o ato.

O Secretário Marey disse que o governo do Estado _ele representava o governador Serra_ é a favor do PLC 122 (que, se aprovado, vai criminalizar a homofobia no Brasil), e que as forças de segurança irão investigar com rigor os ataques observados na Parada. A investigação do caso de assassinato de Marcelo de Campos Barros foi transferido nesta semana para o Decradi _Delegacia de Delitos da Intolerência.

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Na noite de sexta-feira, 19, amigos e familiares de Marcelo Campos Barros organizaram um ato pela paz na Vila Madalena, reunindo cerca de 200 pessoas. A caminhada seguiu pela rua Fradique Coutinho e Aspiculeta, e foi observada por grande efetivo policiail, a pedido do próprio govenador José Serra.

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Acompanhe nesta segunda-feira mais detalhes e imagens destes dois protestos.


Escrito por Marcelo Cia às 21h04 Comentários Envie

18/06/2009

17/6 - Protesto
Segundo a APOGLBT, foram 3,1 milhões de pessoas na última Parada Gay. Neste sábado, 19, a mesma entidade está convocando um protesto contra os ataques homofóbicos acontecidos no domingo. O protesto está marcado para às 19h na praça da República. É necessário ir. Eu vou, claro. E encorajo quem achar que deve fazer esse esforço. Não vai ter festa, não vai ter música, não vai ter colocón. É protesto e não festa. É preciso marcar a insatisfação da comunidade contra os ataques recentes. A ação do poder público precisa ser enérgica neste caso para que eu, você e todos nós tenhamos liberade de sermos quem quisermos ser, onde for e com quem for. Historicamente é sempre assim: enquanto um grupo avança em seus direitos; os grupos contrários ficam mais irados e suas reações tornam-se imprevisíveis. Neste ano, um negro assumiu a Casa Branca, por aqui, Lula disse duas vezes que defende os direitos civis da população LGBT, Serra também, o casamento gay fo aprovado no  Uruguai, Suécia e alguns estados norte-americanos... só para falar dos fatos mais recentes. Estes avanços chegam ao púlico muito rapidamente, graças a atenção que a grande imprensa dá a esses assuntos. Claro que uma reação inconsequente dos reaças era esperada. Tanto é que no domingo da Parada um grupo "nacionalista pela família" resolveu fazer um encontro no Ibirapuera e a própria PM alertava para possíveis ataques homofóbicos na Parada, em especial na dispersão da mesma. Foi o que aconteceu. Uma pessoa morreu.

Sei que este post parece _e é_ panfletário. Mas se a gente não dar uma forcinha no poder público, como cidadãos que somos, ninguém vai se mexer. Então _mais uma vez_ apareça lá no sábado. Basta ir. É simples.

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A APOGBLT disse para o Mix na tarde desta quinta-feira que a PM vai fazer a segurança deste protesto na República. Seria bem importante que os políticos ligados a causa também estivessem lá. Esse protesto é, no caso, mais importante que a própria Parada.


Escrito por Marcelo Cia às 17h09 Comentários Envie

16/06/2009

15/06 - Observatório
Sei que ninguém aguenta mais ler sobre Parada Gay. Eu não aguento mais escrever sobre. Mas teimo. Nesta terça-feira recebi alguns e-mails, em especial vinda de listas de ativistas LGBT (não são tantas letras assim), minimizando a violência ocorrida no fim da Parada.

É chocante. Uma ativista a quem respeito classificou os jornalistas que estão reportando os fatos de "homofóbicos ou sem credibilidade querendo aparecer". E outros ativistas fazem coro. Então, vejamos: uma bomba explodiu no largo do Arouche e feriu 21 pessoas. Um adolescente foi espancado na esquina da Dona Antônia de Queiroz com a Frei Caneca e corre risco de sequelas. Um empresário de 35 anos também foi espancado por um grupo e teve traumatismo craniano. Ele continua internado e corre sérios riscos de sequelas. Foram 84 ocorrências de furtos e roubos no percurso. A Prefeitura e Ministério Público anunciaram que discutirão se a Parada deve ou não continuar na Paulista.

Se estes fatos não são dignos de reportagens, eu não sei quais seriam. Irresponsabilidade seria camuflar estes fatos em nome de "um bem maior", no caso, a Parada Gay. Isso me lembra, claro, o pensamento dos extremistas _de esquerda ou direta, tanto faz.

Jornalista não é ativista. E quando a matéria é gay, se confunde muito. Parte do movimento gay organizado acredita que jornalistas gays devem apoiar sem hesitações todas as iniciativas do movimento, mais uma vez pelo bem maior. E a pressão é tamanha. Nesta toada, perde-se independência, credibilidade e relevância. Perdem todos. Incluíndo aí o próprio Movimento gay que se afasta do diálogo os jonalistas de verdade, privilegia os novatos (mais fáceis de serem manobrados), mas que não possuem capacidade para levar a discussão que interessa de forma clara para quem importa, o público, e distancia-se assim da própria comunidade para quem trabalha em seu castelinho de bons princípios debatidos em congressos intermináveis. É claro que há excessões.

Vejo a cobertura de sites direcionados à comunidade _incluíndo aí alguns mantidos pela empresa em qual trabalho_ e observo uma aura de ingenuidade aterrorizante vinda dos repórteres e editores. Em meio ao caos a que todos os olhos abertos puderam observar nesta Parada, publica-se a "diminuição da violência". Outros preferem eleger "as fotos, a alegria e o entusiamo da multidão" em lugar dos fatos. A cobertura das festas então... Boa parte dos resenhistas deve ter escrito seus textos embalados, se é que me entende. Pois tudo é lindo, tudo é perfeito, tudo é formidável e todos são lindos. E vai dizer o contrário para ver... A mídia dirigida a gays _não existe no Brasil ainda uma mídia gay, apesar de contarmos com bons veículos, não há uma formatação dirigida, nem um mercado formado, mas ela caminha neste sentido, sem dúvidas_ é tão boa (e tão ruim) quanto o público a que se dirige. Mas ela precisa dar um passo bem dado para não se perder na intenção (e acabar na irrelevância)

Seria eu sensacionalista? Será que estou no lugar certo? Ou é apenas uma estafa pós-Parada?


Escrito por Marcelo Cia às 16h28 Comentários Envie

08/06/2009

08/06 - Drama real
Há duas semanas escrevi um post sobre o crescente número de notícias que chegam à redação da JUNIOR e do Mix a respeito do bullying homofóbico (leia a quatro posts abaixo). Neste domingo, coluna da Folha de São Paulo aponta para o mesmo problema. Jorge Werthein e Miriam Abramovay, ambos pesquisadores da educação, divulgaram no jornal pesquisa realizada nas escolas do Distrito Federal sobre o bullying homofóbico. A pesquisa diz que 44,4% dos meninos e 15% das meninas ouvidos não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. 63,1% dos entrevistados ouvidos (10 mil estudantes e 1,5 mil professores) afirmam que já presenciaram alunos homossexuais (ou que se pareçam com um gay) sofrendo discriminação no ambiente escolar. Outro dado aterrador: grande parte dos professores e alunos não enxergam as agressões verbais contra alunos homossexuais como homofobia _eles acham que trata-se de brincadeira inocente.

O bullying homofóbico derruba o interesse dos alunos que o sofrem pela escola e pelo ensino. E isso incentiva a evasão escolar, criando uma reação em cadeia que lá na frente vai fazer com que homossexuais adultos tenham acesso mais complicado ao mercado de trabalho. Pior: em casos extremos, provocam depressão, isolamento e suicídio.

O artigo na Folha diz que as escolas ainda nao perceberam a gravidade do problema e, por isso, esboçam uma reação de forma muito lenta. A primeira atitude concreta, até aqui, vem desta pesquisa realizada no Distrito Federal, que pode (e deve) render alguma intervenção do estado.

Na JUNIOR que acaba de chegar às bancas, há uma reportagem assinada pelo Irving Alves, editor do MixBrasil, sobre o assunto. Tanto no artigo da JUNIOR quanto no da Folha, os jornalistas apontam o problema, ponderam sobre sua gravidade, ouvem especialistas, mas não indicam caminhos para amenizar a tragédia, ou, ao menos, diminuir os efeitos da homofobia na vida destas crianças. De fato, não é este o papel dos jornalistas. O problema exige esforços conjuntos das secretarias de educação de cada estado, dos professores e governantes. Além, claro, de esclarecer pais e alunos diretamente na fonte sobre o problema. E isso leva tempo, consome dinheiro e exige vontade polí
ica. Mas é essencial que seja feito imediatamente.


Escrito por Marcelo Cia às 16h15 Comentários Envie

05/06/2009

05/06 - É festa né!
A próxima semana é a da Parada Gay. Não vou ir a todas as festas. É impossível e eu trabalho muito nestes dias. Então vou a uma ou outra e fico um pouquinho só (pelo menos essa é a intenção). Aqui vai a agedinha de festas que vou.

Quarta-feira
-
 Warm-up Party na The Week
DJs: Juanjo Martin (Espanha), Paulo Pacheco, Renato Cecin e Vlad

Quinta-feira
- E.Joy Vip no Terraço Daslu
DJs: Ioorde (Espanha), Ana Paula e Ale Bittencourt

Sexta-feira
- Dia dos namorados, né!? Vou chorar em casa.
DJs: Antony, Patrick Wolf, Rufus, Garneau....

Sábado
- Matinée Group @ Gira-Sol - Clube de Regatas, a tarde
DJs: J.Louis, João Neto, Leandro Becker, Paulo Pacheco, Renato Cecin e Vlad

Domingo
- Parada na Paulista
Fico no Camarote do Mix trabalhando o dia todo. Depois vou dormir


Escrito por Marcelo Cia às 12h32 Comentários Envie

04/06/2009

04/06 - Voltei



Escrito por Marcelo Cia às 19h54 Comentários Envie


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