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28/08/2009

28/08 - KKKKKKKKKKKK
Sem endereço certo. Juro!


Escrito por Marcelo Cia às 18h16 Comentários Envie

27/08/2009

27/08 - O cigarro nos une
Estou parando de fumar. Digo "parando" porque não parei. Estou no processo de. E nada tem a ver com a lei do Serra. Não. É que virei um quase-atleta. Faço seis horas de ginástica olímpica por semana, e às vezes, no fim das duas horas de aula perco o fôlego. Também estou correndo 8 quilômetro três vezes por semana. E vou para o trabalho e para a academia de bicicleta duas ou três vezes por semana, enfrentando as ladeiras da Vila, a Madalena. É preciso fôlego. E o cigarro, como todos sabem, acaba com ele.

Agora estou fumando 4 ou 5 cigarros por dia. Às vezes nem fumo. E acho que até dezembro dá para parar. Ou deixar o cigarro para as jogatinas.
Mas o que quero contar aqui é que o cigarro possui umas funções que só quem fuma sabe. Uma dela é que fumante se une com outros fumantes. Ontem fui no Sonique e lá não tem como fumar. É preciso sair do bar e ficar lá na calçada. Dentro do bar o povo estava bem tranquilo, conversando com os amigos, o tradicional. Do lado de fora, entre os fumantes, uma festa. Um pedindo cigaro para o outro, isqueiro, conversando aleatoriamente sobre a chatice de não pode fumar e tais. Muito mais divertido.

E quem fuma sabe que o cigarro é uma porta para chegar em alguém. Ou para se esconder. Fugir, despistar. O cigarro ajuda. Como também ajuda refletir e descansar. E quando estou estressado demais no trabalho levo alguém para fora da sala com a desculpa de fumar um cigarrinho. Tudo para relaxar a cabeça, muito mais do que fumar. Quando eu parar de fumar, tudo isso vai acabar e eu vou ter de me convencer com novas desculpas. Mas ainda tenho quatro meses para inventá-las.


Escrito por Marcelo Cia às 16h54 Comentários Envie

26/08/2009

26/08 - Cry Baby
A seção Boys do Cry, da JUNIOR, é uma das que mais gosto. A seção nasceu da sugestão do fotógrafo Didio. Ele fotografa modelos chorando para um futuro livro seu só com essas imagens. Na JUNIOR, as fotos vêm acompanhados de um microtexto que eu mesmo escrevo. Peguei para reler alguns destes textos e, claro, acho que eles são uma espécie de registro de um tempo particular. Por isso, republico quato deles aqui.

Feitos Intensos
"Nós não sorrimos a todo momento, não. Não somos assim. Não somos engraçados sempre. Longe disso. A gente sente cada mordida. Cada falta. Cada tropeço. Mas também sentimos cada beijo. Cada volta. Cada erguida. E choramos em todos os casos. Claro. Porque aprendemos a chorar nos dias maus. E também aprendemos a chorar nos dias de intensa felicidade. Choramos quando a vida nos desconcerta. As lágrimas não expelem de nós a dor, nem o que a causou. Mas, sabe lá, sentimo-nos melhores com os olhos molhados do que secos nessas situações limite. Afinal, quem daqui nunca sentiu falta de alguém".

Eu só queria dizer que depois que terminamos. Depois que deixei de dormir a seu lado. Depois que você deixou de me ligar. E de acordar ao meu lado. E de me beijar. Quando seu sorriso virou lembrança. Quando deixei de sentir seu cheiro. De te abraçar. De te beijar. Fiquei triste. Mas tão triste. Quem nem sei mais o que dizer.

"Eu conheço cada parte do seu corpo. Cada detalhe. Ele é igual ao meu. E você conhece tão bem o meu. E eles, o meu e o seu, se encaixam tão bem. Agora, chega a doer a saudade que minha pele sente da sua. E chego a chorar quando lembro que não posso mais contar com ela. Presa a minha."

Se um dia você voltar, vou te abraçar como nunca. Nunca ninguém te abraçou assim. Nossa memória não está na mente. Está na pele. Na minha e na sua. No seu cheiro. No seu gosto. Quando eu te tocar novamente vou me lembrar do porquê me apaixonei tanto. Agora estou meio esquecido da gente. Minha pele e a sua estão tão distantes uma da outra que elas se esqueceram que dão choque quando se encontram.


Escrito por Marcelo Cia às 15h22 Comentários Envie

21/08/2009

21/08 - O boom gay acabou
Não é oficial. Não chegou comunicado algum. Mas é certo que a revista DOM saiu da Fractal, editora que havia assumido o título quando ele saiu da Peixes. A Fractal não vai mais publicar a DOM, nem em agosto, nem em setembro. Também não chegou nenhum comunicado a respeito da Aimé, mas ela também sumiu das bancas desde a Parada e não sabemos se volta ou não. Há exatos dois anos, quando a JUNIOR chegou às bancas, a grande imprensa tratou logo de falar do boom do mercado editorial gay, fortalecido logo em seguida pela chegada da DOM e, meses depois, da Aimé. Além de JUNIOR, DOM e AIME, as gratuitas A Capa e Odissey eram publicadas. Hoje, 24 meses depois, restaram JUNIOR e as gratuitas. Neste tempo a crise fez todos sofrerem. O mercado editorial, bom que se diga, foi atingido em especial. Afinal, no meio da crise, revista vira artigo de luxo.

A JUNIOR continua, agora com o GUIA fixo. E ela vai seguir bimestral como no projeto inicial. Pode ser que vire mensal, mas não em 2009. Não fiquei feliz com a descontinuação da DOM, como muitos imaginam. O fechamento enfraquece o mercado e tira de linha uma referência. Concorrência é importante para o público e melhora a qualidade dos veículos. E a DOM, como você sabe, era um produto bem feito.


Escrito por Marcelo Cia às 12h50 Comentários Envie

18/08/2009

18/08 - É piada
Estava vendo uma edição da revista Joyce Pascoswitch _que eu leio e gosto, diga-se_ e fiquei observando aquelas páginas do fundão que traz fotos do povo nas festas, sabe qual? Pois observando as imagens fiquei imaginando que devem ter colado cartazes com piadas nos tetos dessas festas. Só isso explicaria o motivo do povo olhar para cima, para o teto, e gargalhar. Todos aparecem assim, gargalhando para o alto, para o vazio. O que será que de tão engraçado estão colando nos tetos das festa HS?

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Tou quase terminando o livro Cristal na Veia (dois posts abaixo) e uma frase do autor Nic Sheff divido aqui: "tem coisa melhor na vida do que não se importar?".

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Brüno é uma deliciosa e abusada crítica ao politicamente correto. Todo o blá-blá-blá intelectualóide que andam escrevendo por aí é pura teoria sobre o nada.


Escrito por Marcelo Cia às 19h11 Comentários Envie

04/08/2009

04/08 - Dois livros. Um destino
Comprei um livro ontem. Cristal na Veia. Ficou 50 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times e só agora, um ano depois, foi lançado no Brasil. Estava ansioso por esse lançamento, aqui pela editora Agir. O livro é narrado em primeira pessoa por um cara de 26 anos que começou a se colocar aos 12 e hoje é viciado em cristal. A metanfetamina que rola pouco no Brasil (ainda bem) mas que devastou a comunidade gay norte-americana, em especial em San Francisco _onde se desenrola parte da história do moço Nic Sheff, que corajosamente escreveu o relato.

Estou longe, bem longe, de ser careta, moralista. Mas também estou longe, bem longe, da ignorância. O cristal devasta o corpo mais que o crack. E vicia tão rápido quanto a heroína. Pior: a extrema excitação sexual que a droga provoca praticamente proíbe seu usuário de manter uma relação sexual segura. Daí que homossexuais usuários fatalmente contraem HIV. Só que a metanfetamina faz o corpo reagir de forma diferente ao coquetel anti-Aids e aí, meu caro, uma verdadeira avalanche leva o corpo a se deteriorar rapidamente.

No livro (estou na página 20 ainda), Nic conta como começou, o que o levou e o que ele acredita ser os facilitadores do vício. Basicamente: preocupação excessiva com a beleza e fama; frustações amorosas e profissionais. E vem aí minha questão principal. Vivemos todos _uns mais, outros menos_ sujeitos a esses fatores. E por trabalhar diretamente com o público gay _na Junior, no Mix e afins_ esse tema é impossível de ser ignorado. Nic é um cara brilhante. Foi aceito nas principais universidades dos Estados Unidos, viu artigo seu ser publicado na Newsweek antes de completar 20 anos; veio de uma família rica; é bonito (no mínimo interessante), mas hoje vive entrando e saindo de clínicas de reabilitação. Virou prostituto para bancar a droga (cotada a 60 dólares o grama). E assim está. Vi isso acontecer. Meninos brilhantes, bonitos e que se acabam. Sem caretice, sem moralismo, sei qual é a função das drogas nessa sociedade maluca. Mas cabe uma reflexão. E, em especial, cabe ler o livro. Custa R$39,90 na Fnac.

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Outro livro começo a ler nesta terça-feira, do meu lindo amigo Santiago Nazarian. Mais que lindo, Santiago é um dos caras que mais gosto de conversar sobre qualquer coisa. Junto com a Nina Lemos. Duas pessoas geniais que tenho o prazer (e orgulho, por que não?) de ser próximo. O novo romance de Santiago, "O Prédio, o Tédio e o Menino Cego", pelo que sei, gira em torno de adolescentes em uma escola. Depois de "Mastigando Humanos", "Feriado de Mim Mesmo" e "Olívio", acho que este é um romance meio "soco no estômago". Acho, como disse, não sei muito sobre o romance.

O lançamento rola no Volt nesta terça-feira, 4, (Hadock Lobo, 40), às 20h.

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Vou levar os dois livros na bagagem nesta viagem que começo neste sábado pelas ilhas da América Central. Algo me diz que ambos conversam entre si, de alguma forma. Conto mais sobre eles aqui na próxima semana, portanto.

Abaixo, teaser em vídeo dos dois livros.


Escrito por Marcelo Cia às 12h32 Comentários Envie

03/08/2009

03/08 - De cabeça
Na última sexta-feira tomei um suto na aula de ginástica olímpica. Estava treinando um mortal carpado _um pouco mais difícil que o grupado, que já domino_ e caí de cabeça (ou melhor, de pescoço) na cama. Torci de leve. Poderia ser bem pior. Na ginástica há uma regra básica e teoricamente simples: se começou a fazer um movimento, faça-o até o fim. Desistir no meio dele é sempre mais perigoso. É verdade. Foi o que fiz. Por medo, claro. Subi alto para o mortal mas não "rodei" e caí de cabeça.

Melhor sempre é ir até o fim (sempre) e ver no que vai dar. Mesmo que sair tudo errado, vale o aprendizado. Em especial, vale saber que é preciso coragem para continuar tentando. E eu a tenho de sobra.


Escrito por Marcelo Cia às 13h33 Comentários Envie


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